11 príncipes sauditas presos: protesto contra não pagamento das suas contas reais de água e luz

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Onze príncipes sauditas foram presos alegadamente por protestarem contra o não pagamento das suas contas de energia e água, por ordem de uma comissão anticorrupção chefiada por Mohammad Bin Salman, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita. O Procurador-Geral Saud al-Mojeb confirmou que a detenção foi decretada por estarem a perturbar a ordem e a paz pública, na sequência de protestos contra as medidas de austeridade em curso, pelo que irão a julgamento.

A imprensa saudita afirma que os príncipes foram presos depois de se terem concentrado no exterior do Qasr al-Hokm, um palácio histórico em Riade, onde contestaram a decisão governamental de interromper o pagamento estatal das suas contas reais de eletricidade e água. Pediam também compensações pelas sentenças de morte proferidas contra membros da sua família que foram condenados por homicídio e executados em 2016. “Apesar de terem sido informados de que as suas reivindicações não tinham cabimento legal, os 11 príncipes recusaram abandonar o local, perturbando a ordem pública”, disse num comunicado emitido pelo ministério da informação. Na sequência da sua detenção foram acusados de várias ofensas e estão retidos numa prisão de alta segurança a sul da capital saudita.

Além dos príncipes fala-se na prisão de quatro ministros em funções e de dezenas de antigos governantes na sequência de um decreto real que criou uma comissão anticorrupção e que é chefiada pelo príncipe herdeiro Mohammad Bin Salmar. O objectivo é combater as “almas fracas que colocaram os seus próprios interesses acima do interesse público para, de forma ilícita, acumularem dinheiro.” A dita comissão – que tem poderes para investigar, prender, congelar contas bancárias e impedir viagens dos suspeitos – anunciou ainda que vai reabrir o processo das inundações de Jeddah, que provocaram mortes e avultados danos em 2009, e investigar o dossier relactivo ao vírus Corona, também conhecido como o vírus da Síndrome Respiratória do Médio Oriente, e que matou um número considerável de pessoas.

C/imprensa internacional

Foto: observador.pt

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