Banco Urgência de Adultos do HBS atendeu cerca de 50 mil utentes em 2017

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O Banco de Urgência de Adultos do Hospital Baptista de Sousa em São Vicente atendeu 49.130 pessoas em 2017, o que perfaz uma média diária de 135 doentes avaliados por enfermeiros e médicos. Nos períodos de pico – especialmente no verão e no mês de Dezembro – o serviço chegou a receber mais de 200 doentes por dia, segundo a Directora do HBS.

Os dados ainda estão a ser recolhidos e tratados. Apesar disso, Ana Margarida Brito não tem dúvidas de que retratam a enorme pressão que pesa sobre o hospital. “Registamos um total de 1.480 nascimentos na Maternidade. Desses, 1.474 foram nado-vivos. Houve 12 imaturos ou prematuros extremos. Em relação aos partos, 368 foram cesarianas”, exemplifica.

Foram realizadas 36.144 consultas externas, sendo que as especialidades que mais contribuíram para estes números foram Cardiologia (3.947 atendimentos) e Ginecologia (3.457). Mas foi, sem sombras de dúvidas, o Banco de Urgência de Adultos que mais doentes recebeu. “Houve um total de 49.130 atendimentos, o que dá uma média diária de 135 doentes por dia. Mas, no final do ano e início de Janeiro chegamos a fazer mais de 200 atendimentos por dia, o mesmo que já tinha acontecido no verão.” 

A maioria dos doentes atendidos no BU de Adulto tinha como destino a Maternidade (Ginecologia/Obstetrícia). Segue-se Cirurgia, Orto-Traumatologia e Cardiologia. Já no Banco de Urgência de Pediatria, foram atendidos 27.227 doentes, com uma média diária de 75 crianças. Também neste serviço houve picos de procura, especialmente no mês de Dezembro e início de Janeiro, devido a problemas respiratórios.

Evacuação

No ano findo, o BU de Adultos recebeu evacuados sobretudo das ilhas mais a norte do país. Por exemplo, atendeu 170 pacientes oriundos do município do Porto Novo, 182 da Ribeira Grande e 20 do Paul. Recebeu ainda pacientes das ilhas da Boa Vista, Sal e São Nicolau. Todos estes doentes foram atendidos por uma equipa constituída por dois médicos. “Normalmente, no período da noite temos um reforço de dois médicos. Em relação aos enfermeiros, trabalhamos com turnos de três ou quatro profissionais, mais um enfermeiro chefe que está presente durante o dia. Já no BU de Pediatria dispomos de um médico que trabalha 24 horas e um outro que reforça das 10 às 22 horas. Os enfermeiros trabalham por turnos de dois ou três profissionais. São equipas muito pequenas”, salienta Ana Brito.

Foram realizadas ainda 2.868 cirurgias no hospital nas especialidades de ortopedia, ginecologia-obstetrícia, oftalmologia, otorrinolaringologia, urologia, cirurgia plástica e máximo-facial, e ainda cirurgia geral. E todo esse trabalho foi feito por uma equipa de 54 médicos. Para Ana Margarida Brito, é inquestionável que o HBS tem uma equipa demasiado pequena para tantos atendimentos, sobretudo a nível da atenção primária. “Não é nada agradável para os médios que atendem nas urgências verem as fichas a acumular nas suas mesas. Priorizamos sempre os casos mais graves, o que faz com que os restantes utentes esperem muitas horas. Isso provoca descontentamento e stress para os médicos”.

A directora do HBS acredita que a situação só poderá ser atenuada no dia em que os pacientes começarem a procurar a atenção primária nos Centros de Saúde das suas localidades de residência. Segundo Ana Brito, o hospital tem apelado às pessoas para só procurarem o HBS nos casos mais graves e vai continuar a mostrar aos doentes que não deve ser nunca a primeira opção. “Às vezes atendemos pacientes que nos procuram por causa de uma gripe. É complicado porque vai ficar muito tempo no hospital, quando podia ter um atendimento mais célere num Centro de Saúde”, frisa a directora do HBS.

Constânça de Pina

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