Banco Urgência do HBS será ampliado e terá cirurgião permanente

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O Banco de Urgência de Adultos do Hospital Baptista de Sousa será alargado e readequado para um melhor atendimento aos doentes. Trata-se de uma obra financiada com recursos internos do próprio hospital. Outra novidade é a colocação de um cirurgião em permanência, a partir do dia 01 de Fevereiro, no BU para um atendimento imediato aos casos que requerem esta especialidade. A presença do cirurgião neste serviço vai ainda aliviar a pressão sobre os demais colegas, acredita a directora do HBS.

Ao Mindelinsite, Ana Margarida Brito informa que os cinco mil contos para custear as obras estão assegurados e o projecto de expansão concluído, pelo que os trabalhos de alargamento do Banco de Urgência de Adultos poderão arrancar em breve. “Estamos a falar de um financiamento interno do HBS para alargar o BU, conquistando espaço à frente da actual sala de espera, que vai ser transformado em mais um lugar para atender os doentes. Vai nos permitir reorganizar os serviços em função das prioridades e termos os enfermeiros mais próximos dos pacientes”, explica.

Paralelamente a administração do HBS está a trabalhar para, a partir de 01 de Fevereiro, colocar um cirurgião em permanência no Banco de Urgência de Adultos, mas que também vai prestar serviços no BU da Pediatria. “Decidimos avançar com a colocação do cirurgião nos BU’s porque é um dos pilares no sector da Saúde. Até agora não tinha sido possível, mas, como chegou um novo cirurgião, através da cooperação cubana, passamos a dispor de um número suficiente que nos permite ter uma presença física durante 24 h no Banco de Urgência”, acrescenta Brito.

Para esta responsável, a colocação do cirurgião irá provocar um ganho enorme e trazer mais confiança aos colegas que, diz a directora, vão poder trabalhar com maior tranquilidade. Isto porque o especialista vai atender todos os casos que requerem cirurgias de urgência, o que vai aliviar as demais especialidades. “As demais especialidades vão continuar em regime de chamadas. A nível da cirurgia, o atendimento tem de ser imediato, sobretudo nos casos de politraumatismo e agressão”, refere, citando como exemplo os casos de agressão com arma branca e acidentes de viação grave ocorridos durante a quadra festiva e que resultaram em óbitos.

“Alguns desses casos exigiam a presença de um cirurgião porque, se algo ainda pudesse ser feito, tinha de ser nos primeiros minutos. Nos casos em que os feridos chegam ao hospital em estado crítico, se o cirurgião está presente ficamos com a garantia de que nada nos escapou”, frisa a responsável do HBS.

Constânça de Pina

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