Carnaval de Verão: Empresário de Dudu Nobre em S. Vicente para acertar formação dos grupos

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Wellington Baptista, empresário do cantor brasileiro Dudu Nobre, está em São Vicente para acertar com a Câmara Municipal e os grupos alegóricos um conjunto de workshops que visam melhorar os desfiles do Carnaval do Mindelo. As oficinas vão acontecer de 01 a 06 de Agosto, antes do Carnaval de Verão – que será no dia 08 – e contará com a presença do artista Dudu Nobre. O cantor traz consigo uma comitiva composta por 37 pessoas, incluindo o carnavalesco Nilton Cunha, a porta-bandeira da Portela, Lucinda Nobre, e o mestre de bateria de Unidos da Tijuca, Mestre Casagrande.

A vereadora das Actividades Lúdicas da CMSV explica que o empresário Wellington Batista está em S. Vicente para preparar o Carnaval de Verão, evento organizado pela Câmara, em parceria com o cantor Dudu Nobre, que veio a São Vicente em Fevereiro para ver a festa do Entrudo mindelense e actuar na Rua de Lisboa. “Dudu Nobre gostou do Carnaval e propôs uma parceria à CMSV, que abraçamos com a maior satisfação porque é uma boa oportunidade para preparar e enriquecer o desfile dos grupos. É neste sentido que acordamos a realização de vários workshops: Comissão de Frente, Bateria, Mestre-Sala, Porta-Bandeira, Direcção de Harmonia, Rainha de Bateria, Passista, etc.”, explica Solange Neves, realçando que vão participar nessas formações 775 pessoas, indicadas pelos cinco grupos carnavalescos de S. Vicente. A formação termina com o tradicional desfile de verão, no dia 08 de Agosto.

O empresário Wellington Baptista revela que o interesse de Dudu Nobre em apoiar o Carnaval de São Vicente surgiu da observação feita pelo artista dos desfiles de Fevereiro. “Constatamos algumas deficiências e fizemos uma proposta ao presidente da CMSV para trazermos profissionais do Rio de Janeiro para reforçar o Carnaval de S. Vicente. O nosso objectivo é elevar ainda mais o nível dos grupos da ilha, tornando esse esoectáculo mais brilhante, criativo e organizado em termos de alas e harmonia. Com isso, as escolas ficam também em pé de igualdade, ou seja, reduz-se o desnível”.

E as melhorias deverão ser sentidas já no Carnaval de Verão, evento que Wellington acredita poderá se transformar numa marca e trazer mais recursos para a ilha, desde que feita uma boa divulgação. Para isso, foram preparados os workshops com profissionais de referência. “Teremos o carnavalesco Nilton Cunha – que vai fazer uma explanação abrangente do Carnaval, desde a criação de enredos, fantasias e alegorias, tirando todas as dúvidas às agremiações. Vamos oferecer total assessoria. Teremos também um workshop com Lucinha Nobre, que é porta-bandeira da Portela, um outro com o Mestre Casagrande, responsável pela bateria do Unidos da Tijuca, que vai trabalhar a afinação e esclarecer as dúvidas dos grupos”.

Organização e harmonia

Instado a precisar as deficiências detectadas no Carnaval de São Vicente, Wellington Baptista diz que foram sobretudo a nível da organização das alas e das escolas como um todo, mas também da harmonia e coreografia. No entanto, os brasileiros querem ir mais além. Por exemplo, sabendo da crónica falta de recursos dos grupos, vão trazer novas ideias e elementos e desafia-los a trabalhar com materiais reciclados, para baixar os custos. “Os recursos fazem falta, mas a criatividade supera esta falta. É esta criatividade que vamos tentar passar. No Brasil temos escolas com poucos meios, mas que abusam da criatividade e desfilam com a mesma beleza das grandes”.

O reaproveitamento dos carros alegóricos é, segundo o empresário, uma forma de se minimizar custos. Defende que estes devem ser levados para o barracão, desmontados e os materiais reutilizados. Ou podem apenas ser remodelados e utilizados no carnaval seguinte. Instado se estas “mexidas” não vão acabar com a essência do Carnaval de São Vicente, Wellington Batista afirma que o que se quer é tão-somente aprimorar esta festa.

A formação de um corpo de jurados destaca-se, entretanto, como a maior novidade desta parceria. Sendo esta uma das maiores reivindicações dos grupos, Wellington explica que pretendem fazer um workshop específico com convidados, jurados e potenciais jurados, no qual vão falar de todos os quesitos que são examinados: porta-bandeira, samba enredo, alegorias, adereços, bateria e outros. Vão ser igualmente disponibilizados apostilas aos participantes para terem uma base sólida do que fazer. “Vamos propor um jurado para cada quesito. Separados, são mais homogéneos no julgamento. Também acho que devem ser conhecidos, até para que quando os grupos fizerem uma contestação, possam responder. Também poderão apontar as falhas para que estas possam ser corrigidas. Com isso, as escolas também ficam mais seguras”, realça o brasileiro.

Constânça de Pina

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