Cátia Lush estreia CV no MBA Atlântico: “Descobri um lado empreendedor que desconhecia”

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Quando Cátia Lush foi seleccionada para participar na sétima edição no MBA Atlântico, um programa promovido por uma rede de universidades católicas vocacionado para formar gestores de topo, sabia que algo de extraordinário estava à sua espera. Em primeiro lugar, a oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos em gestão, como há muito pretendia. Mas havia outros atractivos – um deles o facto de fazer história, ao ser a primeira representante de Cabo Verde nessa formação de topo que foi inicialmente concebida para decorrer em Portugal, Angola e Brasil. Só que agora decidiu abrir as portas a mais um país lusófono: Cabo Verde.

Assim que soube do concurso, essa jovem mindelense pegou na bagagem e foi participar num casting na cidade da Praia. Foi a escolhida e isso a deixou radiante. “Fiquei obviamente satisfeita, mas ciente da responsabilidade que pesava sobre a minha pessoa, enquanto primeira representante de Cabo Verde num programa dessa envergadura”, comenta essa mestre em Gestão, que soube mostrar o seu nível de conhecimento nos testes e nas entrevistas a que foi sujeita por um júri exigente.

Ultrapassada a primeira etapa, preparou-se para aguentar um intenso e diversificado programa formativo nas cidades de Luanda, Rio de Janeiro e Porto, ao longo de 2017. Finanças, Gestão de Operações e Qualidade, Marketing, Liderança, Direito, Estratégia, Negociação e Comunicação, Análise e Planeamento Financeiros foram alguns dos conteúdos abordados de forma intensiva e prática por ela e os outros vinte colegas provenientes dos referidos países de expressão portuguesa. Uma “salada” cultural que serviu para criar laços de amizade e mostrar o nível de relacionamento interpessoal entre os alunos.

Para concluir o curso, Cátia Lush teve de apresentar um trabalho que consistiu no desenvolvimento de um modelo de negócio. Apostou num projecto que visa promover Cabo Verde através do turismo cultural. “Acho que temos um modo ímpar de apresentar a nossa cultura ao mundo e há muito sabemos que o turismo de sol e praia é insuficiente para sustentar a nossa economia. Temos de apostar na nossa cultura e decidi juntar essa vertente com o turismo”, diz Lush, cujo projecto mereceu uma “excelente avaliação” da bancada do júri. O momento agora é de implementação no terreno das ideias, tendo em conta a experiência adquirida no curso.

Segundo Cátia Lush, hoje ela é uma profissional diferente, dotada de uma visão mais aberta do mundo dos negócios e melhor preparada para dar o seu contributo para o desenvolvimento de Cabo Verde. “Descobri um lado empreendedor que desconhecia em mim”, conclui Lush, que pretende com esta entrevista incentivar outros quadros cabo-verdianos a tentar a sorte. Por aquilo que sabe, a rede das universidades católicas ficou bem impressionada com o potencial encontrado neste arquipélago atlântico e o mais provável é que Cabo Verde seja incluído na próxima edição, em 2019.

Kim-Zé Brito

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