Combustíveis sobem pela 5ª vez consecutiva: ADECO pede que seja repensada a fórmula de determinação dos preços

388

A Associação para a Defesa do Consumidor (ADECO) afirma que é preciso repensar a fórmula de determinar os preços dos combustíveis. É que o aumento sucessivo do preço desses produtos representa um prejuízo para muitos cabo-verdianos e tem um efeito pernicioso nas camadas mais frágeis. Esta análise da associação surge após a actualização feita pela Agência de Regulação Económica (ARE) que pela 5ª vez consecutiva indica uma subida generalizada do preço dos combustíveis.

António Pedro Silva, presidente da ADECO, afirma que a subida do custo dos combustíveis, beneficia apenas uma franja mínima de pessoas, afectando grande parte dos consumidores cujo poder de compra está a perder a cada dia. “Infelizmente o debate público sobre os preços dos combustíveis em Cabo Verde normalmente só ocorre aquando das alterações do preço final ao consumidor, em particular quando há aumento do preço. Ao que parece o que importa é a notícia. Isso redunda num debate normalmente volátil, quase que instantâneo, superficial, de conveniência imediata e, por conseguinte estéril e sem grandes consequências”, analisa Silva, para quem há muito que a Associação para a Defesa do Consumidor defende que se deve repensar a fórmula de fixação dos preços.“Há mais de uma década que temos vindo a demonstrar que o cerne da questão não são as alterações dos preços ao consumidor final, mas a própria estrutura de preços ou melhor a forma como é determinada.”

É que segundo António Pedro Silva, mantendo a situação actual prevalece a falta de transparência no processo de determinação do preço de combustível, porque não há participação dos os consumidores, que é uma das partes interessadas. Para o presidente da ADECO o preço elevado deve-se aos direitos e impostos cobrados pelo Estado e transferência para os consumidores das “ineficiências” das petrolíferas nacionais. No caso do gás butano, explica, as empresas petrolíferas alegam custos e ARE imputa custos para a comercialização dos combustíveis (de logística e distribuição) maiores do que o custo de importação. Por isso defende que este processo carece de uma análise independente e competente a bem da defesa do consumidor que muitas vezes sai prejudicado.

Recorda-se que de acordo com a actualização da ARE, o preço da Gasolina passou a ser vendido 118, 90 escudos/litro; o Gasóleo Normal a 94, 90 escudos /litro; o Gasóleo para Electricidade, 79,70 escudos/litro; o Gasóleo para Marinha, 67, 30 escudos/litro; o Petróleo passou a ser vendido por 82,10 escudos/litro, o Fuel 380 custa 53,70 escudos/litro e o Fuel 180 subiu para 62,80 escudos/litro. O Gás Butano passou a ser vendido a granel por 134 escudos/quilo, sendo que as garrafas de três quilos passaram a custar 382 escudos, as de seis custam a partir de agora 804 escudo, as de 12,5 quilos são vendidas por 1.675 escudos e as de 55 quilos custam 7.369 escudos.

A ARE justifica que os preços de combustíveis nos mercados internacionais, cotados em USD/ton, evidenciaram uma evolução generalizada durante o mês de Novembro. Assim, no mercado nacional, os preços do Gasóleo Normal aumentaram 3,49 por cento, do Gasóleo Electricidade 4,18 por centro e do Gasóleo Marinha 4,34 por cento. Já do Fuel 380 subiu 5,5 por cento e Fuel 180 aumentou 4,84 por cento. A Gasolina aumentou 2,77 por cento e o Petróleo, 4,72 por cento. O preço do Butano registou um aumento menos acentuado de 1,75 por cento. Os preços passam a vigorar até 31 de Dezembro de 2017.

CD

(Visited 397 times, 1 visits today)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here