Djila apresenta disco de estreia em homenagem ao irmão Ildo Lobo

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O cantor salense Virgílio Daniel Silva “Djila” apresentou esta sexta-feira no Mindelo o “Tubarão Solitário”, seu primeiro álbum a solo depois de anos a desfilar a sua voz em espectáculos e noites cabo-verdianas pelo país. O disco, que traz na sua veia a identidade da música cabo-verdiana, é uma homenagem ao seu irmão Ildo Lobo, falecido há 13 anos.

Para Djila, este CD é o resultado de uma história que começou desde os anos ’90, mas que amadureceu em 2009 quando encontrou o músico instrumentista Bau em São Vicente. “Eu estava aqui em 2009, quando o Bau propôs que fizéssemos um trabalho. Depois, com a passagem do Júlio do Rosário pela ilha do Sal, ele fez-me um convite para o Festival Morna Fest em 2013 e conversamos sobre a possibilidade de fazer este álbum. Começamos em 2015 e hoje já está no mercado”, explica o cantor.

O CD é composto por mornas, coladeiras, morna galope, mazurca e outros ritmos, espelhando essencialmente a identidade cabo-verdiana. E não é a toa que surge em homenagem a Ildo Lobo, irmão de Djila, e um dos mais renomados intérpretes da música cabo-verdiana. O disco traz outra música do pai de Teófilo Chantre, que também faz referência a Ildo.

Todo o trabalho artístico foi dirigido por Bau. As composições são de Teófilo Chantre, Manuel d’Novas, Constantino Cardoso, Tiolino, Ti Bau e ainda do próprio Djila. Mas a escolha das doze músicas não foi uma tarefa fácil, dada a quantidade de composições que Djila tinha reunido. “Umas foram escolhidas por gosto, outras por coincidência. Eram tantas que tivemos que fazer uma selecção a três: eu, o produtor Bau e a editora Boa Música, além de colher opiniões de outros parceiros”, afirma Djila, que ainda não tem data para shows de apresentação do disco.

Para Júlio do Rosário, da editora Boa Música, ter o CD no mercado foi uma missão cumprida, após dois anos de trabalho árduo.“É mais um filho que colocamos neste mundo. Este é o seu primeiro trabalho depois de muitos anos de música. Praticamente é a sua identidade, o seu diploma”, observa o empresário, para quem lançar este álbum no mercado foi uma responsabilidade porque é um trabalho que vai definir a marca ou registo do artista. “Tubarão Solitário” foi feito em LeStudio Mindelo e Stúdio Namouche – ambos em Lisboa -, na ilha de São Vicente e a sua masterização no estúdio Jraphing em Paris. Contou com a colaboração de nomes sonantes da ambiência musical cabo-verdiana.

Carina David

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