Elida Almeida vem a São Vicente apresentar “Kebrada”

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Elida Almeida © N'Krumah Lawson Daku 2017

A cantora Elida Almeida apresenta no próximo dia 09 de Dezembro, em São Vicente, o seu segundo álbum “Kebrada”, no quadro de uma digressão que vai passar ainda por Praia, Boa Vista e Santo Antão. Depois de “Ora doci, Ora margos”, que tornou a artista conhecida em todo o mundo, “Kebrada” mantém a fasquia elevada e promete ser mais um sucesso estrondoso.

Este trabalho que foi emprestar o nome na aldeia onde Elida Almeida passou a sua infância, Kebrada. Trata-se de um CD onde esta jovem afirma a sua identidade africana, temperando de energia latina os ritmos do batuque, funaná, coladeira e tabanka. Mais uma vez, a artista finca a sua crítica social nas suas baladas nostálgicas com sonoridade pop, ainda que também se perceba o seu temperamento fogoso e a sua alegria de viver.

O folheto de divulgação do CD revela que, em dois anos, Elida Almeida impôs-se no cenário das músicas do mundo. “Vinda de parte nenhuma, Elida seduz desde o seu primeiro álbum e da sua Nta Konsigui (2.7 milhões de visualizações no Youtube), com uma voz suave e quente ao mesmo tempo, capaz de vibrar com a sua força”, lê-se no documento, realçando que já no segundo trabalho, a artista, de apenas 24 anos, impressiona pela sua maturidade, o seu talento e a sua generosidade.

“Kebrada” é composta integralmente com músicas e sucede a saída do EP com seis canções: Djunta Kudjer, Forti Dor, Nlibra di Bo (batuque), N´Kreu (funaná), Grogu Kaba (coladera), Djam Odja e Bersu d´Oru. São temas carregadas de sonoridade pop, mas também do espírito das ilhas. “O estilo da jovem cantora é de viajante”, acrescenta, lembrando que a jovem foi prémio Découvertes RFI em 2015 e que aprendeu a cruzar com as digressões feitas pelos quatro cantos do mundo, com passagem pela Costa do Marfim, Haiti, Paris ou ainda Cuba. “A nova pérola de Cabo Verde tem a ambição, a curiosidade e uma tónica de humor, com a determinação”, frisa.

Nascida a 15 de Fevereiro de 1993 na ilha de Santiago, Elida Almeida cresceu com os avós em Kebrada, lugar recôndito e montanhoso perto de Pedra Badejo. Aos 14 anos, a jovem parte para a ilha do Maio. Ali ajudava a mãe a vender legumes e frutas no mercado da Vila do Porto Inglês. Foi mãe aos 17 anos, mas nunca abandonou os estudos. Paralelamente, apresenta um programa na rádio local e trabalha a técnica vocal nos cânticos de Igreja.

Depois de um concerto na Praia, conhece José da Silva, da Lusafrica, a quem envia as suas canções. Surgiu o primeiro trabalho, Ora doci, Ora margos, que foi logo incluído no genérico da novela portuguesa “A Única Mulher”.

Constânça de Pina

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