Explosão de cores no céu e espectáculo na virada do ano em S. Vicente

1127

Explosão de cores, gritos, palmas e muita alegria marcaram a passagem de ano em São Vicente. Foram 15 minutos de puro êxtase testemunhados por dezenas de milhares de pessoas que fizeram questão de assistir ao tradicional fogo-de-artifício lançado das traseiras do MindelHotel. Abraçados, de olhos fixos no céu, os mindelenses assinalaram a entrada de 2018 ao seu estilo. Como era de esperar, assim que a euforia abrandou-se na Avenida Marginal a moldura humana invadiu a Rua de Lisboa para participar no show da virada.

O espectáculo de pirotecnia teve início às 00 horas e foi acompanhado pelo tradicional “Pit na Baía” e das centenas de viaturas que circulavam pelas principais artérias da cidade do Mindelo. Antes, milhares de pessoas convergiram-se para a Avenida Marginal, onde a alegria era contagiante. “Resido há vários anos no estrangeiro e meu sonho era passar um final-de-ano em São Vicente. É mágico. Em nenhuma parte do mundo se festeja assim”, afirmava ao Mindelinsite a emigrante Nilza Monteiro.

Cada “explosão” de fogos era aplaudido com júbilo. As pessoas não sabiam se tiravam fotos, filmavam ou se abraçavam os muitos amigos e conhecidos que chegavam sem aviso para dar as boas festas. “Estou maravilhado. É uma alegria que contagia. É impossível ficar indiferente”, dizia um jovem descendente de cabo-verdianos, que pela primeira vez assistia à passagem de ano em São Vicente e decidiu copiar os corajosos que entraram na água para tomar o primeiro banho do ano. “Vou voltar sempre”, prometeu.

Também os estrangeiros mostravam-se surpresos com tanta alegria e espontaneidade das pessoas. “As pessoas são muito efusivas. Não se vê muito disso em Portugal”, dizia Maria Silva, acompanhada das duas filhas. Ela que pretendia depois montar “tenda” na Rua de Lisboa até o terminar a actuação dos artistas convidados pela Câmara de S. Vicente para emprestar a sua voz ao “I Love Soncente Reiveillon”.

E, por aquilo que se viu, a Rua de Lisboa terá registado uma das maiores enchentes neste reveillon. Aliás, as expectativas apontavam para uma adesão considerável dos jovens a essa emblemática avenida muito por causa da actuação dos grupos Calema e Morgan Heritage. Um cocktail irresistível que juntou o romantismo da dupla de cantores santomenses e a energia do reggae. Porém, antes de subirem ao palco, Calema e Morgan encontraram o público já aquecido pelas músicas quentes dos artistas mindelenses Edson Oliveira, Nilza Chalino e Constantino Cardoso.

E foi com euforia que os tantos jovens presentes na Rua de Lisboa receberam os ídolos Fradick e António, os irmãos descendentes de cabo-verdianos que regressavam pela segunda vez à cidade do Mindelo. Era só iniciarem a música para serem acompanhados em coro, principalmente pelas mulheres. Depois de uma hora e meia, os Calema deixaram o palco e o sentimento de “saudade” nos fãs.

Quando Morgan Heritage assumiu o micro por volta das quatro da madrugada, a Rua de Lisboa tinha perdido parte do público, mas ainda assim continuava repleta de gente. E quem ficou recordou o estonteante espectáculo que o grupo norte-americano deu no festival da Baía das Gatas. “Ouvir os Morgan aqui na Rua de Lisboa é uma magia diferente. São um grupo fabuloso, que tem um reportório repleto de músicas energicas, com mensagens profundas e que toca com maestria”, comentava Jailson Barros.

Depois de uma maratona de música ao vivo, os mindelenses ainda tiveram força para o tradicional “Boas Festas” com a Banda Municipal e percorrer as principais ruas da cidade do Mind

(Visited 1.164 times, 1 visits today)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here