Internautas criticam programa “CV7”, que pode gerar até 45 mil postos de trabalho, segundo Olavo Correia

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Vários internautas criticaram as propostas publicadas na sua contas nas redes sociais pelo ministro das Finanças, Olavo Correia, e retomadas posteriormente pelo Governo na sua página oficial. No texto, o governante diz estar empenhado em apresentar um ecossistema para financiamento à economia no quadro do Orçamento de Estado para 2018. Para isso, Olavo Correia escreveu uma longa “dissertação” na qual garante que o Executivo preparou o programa Cabo Verde 7 (CV7), que vai “trazer um contributo decisivo para colocar o país a crescer 7% no curto prazo, podendo gerar 45 mil postos de trabalho”. A sua explanação mereceu elogios, mas também muitas criticas, inclusive de conhecidos amigos e militantes do MpD.

Segundo Correia, este programa assenta-se em sete pilares essenciais. São o funcionamento efectivo da pro-capital – enquanto “venture capital” aportando capital de risco para iniciativas portadoras de sucesso; o estabelecimento de linhas de financiamento bonificadas e ou garantias, em parceria com as instituições bancárias, para as instituições de microfinanças, visando a promoção do emprego, a formalização da economia e a inclusão financeira; a criação de linhas de crédito bonificadas e ou garantias no montante de até cinco mil contos para as micro, pequenas e médias empresas nos sectores do comércio, indústria, restauração, agroindústria, turismo, tecnologias de informação e comunicação, pescas, transportes, etc.

Ainda, o desenvolvimento de programas de empreendedorismo, micro empreendedorismo jovem e incubação de empresas; a criação de um Fundo Soberano de Garantia ao Investimento privado para a promoção do acesso ao financiamento, no mercado de capitais, por parte de grandes empresas; o suporte político do Governo, permitindo o acesso das empresas ao financiamento junto de instituições financeiras regionais e internacionais; o desenvolvimento de programas tendentes à promoção da boa governança empresarial pública e privada, assim como de um ambiente pró-empresas quer na sociedade como na própria administração pública. O ministro das Finanças termina dizendo que acredita nestas medidas e que, ao atingir as metas pretendidas, será possível assistir ao empoderamento do sector empresarial endógeno, financiando assim a economia.

Várias pessoas elogiaram o empenho do governante, mas houve também criticas. Por exemplo, um internauta lembrou ao ministro que o financiamento da Economia não é função do Estado. “Daqui a 5 anos veremos que todos esses programas se mostrarão infrutíferos, não porque foram mal implementados, não porque houve má gestão, nem sequer porque faltou fé, como se isso fosse algo relevante. Mas sim porque este modelo nunca funcionou em parte alguma. Socialismo é um fracasso garantido. E é uma pena que não perceba isso.”

Outro foi ainda mais longe ao escrever que, se fosse possível criar 45.000 postos de trabalho no quadro de uma legislatura com mera criação de mecanismos de financiamento, governar Cabo Verde seria fácil. “A questão é outra: credibilidade!”, aponta. Já para o militante Maika Lobo, que mostra anuência às propostas de Correia, o problema é saber para quando o inicio da execução dessas políticas. Esta indagação foi secundada pelo ex-deputado do MpD na Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, Apolinário das Neves.

Constânça de Pina

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