Jovem morto à facada em S. Vicente: PN entrega suposto autor do assassinato de Nazu à PJ

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A Polícia Nacional deteve esta tarde um indivíduo de dezoito anos residente em Fonte Francês por suspeita do assassinato de outro jovem por volta das cinco horas desta madrugada, na cidade do Mindelo. Djon foi capturado por agentes da PN na sua moradia enquanto suposto autor de uma facada que tirou a vida a Nazu, que vivia na Ribeira Bote (Ilha d’Madeira).

O crime aconteceu quando Nazu e a namorada foram cercados junto à loja Don Paco por cinco “rivais”. Conforme fonte da PN, a vítima começou a discutir com um deles e foi de repente apunhalada pelas costas. Ferido com gravidade, o jovem foi transportado para o hospital Baptista de Sousa, onde acabou por morrer horas depois.

O suspeito do homicídio, um jovem referenciado na Esquadra da PN, foi entregue à Judiciária, que vai prosseguir as deligências. Uma das preocupações das autoridades é apagar de imediato o pavio que ameaça voltar a incendiar a relação entre os jovens na ilha de S. Vicente. Pela sequência de acontecimentos, tudo parece indicar para o retorno dos confrontos entre “gangs”, que deixaram um rasto de mortes violentas. Por enquanto, o problema parece estar cingido a rixas entre adolescentes residentes nas zonas vizinhas da Ribeira Bote e Fonte Francês. O primeiro incidente ocorreu no polivalente de Fonte Francês quando dois indivíduos supostamente da Ilha d’Madeira decidiram atacar outro à catanada no dia 21 de Dezembro.

Elvis ficou gravemente ferido, mas sobreviveu e denunciou os atacantes à Polícia Nacional. Porém, por se tratar de um delito cometido fora de flagrante delito, a PN limitou-se a relatar o sucedido ao Ministério Público, cabendo pois a esta instância mandar investigar o caso. O certo é que até hoje os autores estão soltos.

Embora todos os sinais apontem para uma retaliação entre gangs, a PN nega assumir por enquanto que se está perante o renascer dessa perigosa guerrilha, que provocou pelo menos dez mortes com armas brancas no início do ano 2000. Perante a gravidade da situação, a Polícia Nacional criou a BAC que colocou freio a essas rixas. Só que pelos vistos o dragão não morreu, estava apenas adormecido. E voltou a acordar num momento particularmente sensível a nível da segurança pública: na quadra natalícia e às vésperas do Carnaval, evento que movimenta milhares de pessoas, na sua maioria jovens.

KzB

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