“Kriol-Itá” oferece materiais ao COC – Esgrima prestes a arrancar em S. Vicente

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A esgrima é uma nova modalidade desportiva prestes a germinar na ilha de S. Vicente. A previsão das Forças Armadas, entidade responsável pela incrementação desse desporto a nível nacional, é que seja iniciada a massificação na cidade do Mindelo junto de potenciais praticantes, assim que terminar uma formação de monitores.

O projecto, conforme o Tenente Rui Fortes, é fruto de uma parceria entre a Associação Kriol-Itá, o Comité Olímpico Italiano e a Federação Italiana de Esgrima, com o envolvimento do Comité Olímpico Cabo-verdiano e das Forças Armadas. O resultado foi o envio de três soldados das regiões militares de S. Vicente, Santiago e Sal para uma formação básica nesse país europeu no mês de Julho e que está a servir de trampolim para o lançamento dessa prática desportiva em Cabo Verde.

“Na sequência da formação, cada participante recebeu uma vestimenta e uma arma, mas a nossa intenção é introduzir o jogo da Espada, que não tem aquilo que na Esgrima é chamada de convenção: ‘eu ataco e o oponente tem de defender para depois contra-atacar’. Preferimos a Espada em que faz ponto quem tocar em primeiro lugar o corpo do adversário com a ponta da arma”, explica Rui Fortes.

A organização e a massificação da modalidade estará a cargo das Forças Armadas, entidade que já possui estruturas bem montadas nas três regiões militares. Conforme a citada fonte, já foram criadas as associações de Esgrima nas ilhas de S. Vicente, Santiago e Sal e ultima-se agora a montagem da federação da modalidade, com os olhos já postos nos Jogos Olímpicos de 2020.

Estes dados foram avançados ao Mindelinsite em paralelo à entrega de um lote de 61 volumes com bermudas, polos, calças, casacos, calçados, gravatas, fatos de treino e jaquetas impermeáveis, além de malas de viagem, ao representante do Comité Olímpico Cabo-verdiano na cidade do Mindelo. Um acto que resulta de uma campanha da associação Kriol-Itá na Itália e que que Cardoso da Silva considerou “bonito”, digno de reconhecimento.

Presidida pela cabo-verdiana Maria Silva, essa associação – que já conta com dois anos de existência – tem dado primazia à área desportiva nas suas iniciativas, tanto assim que conseguiu apoio em materiais para a federação de voleibol. O lote de 61 volumes deverá seguir para a cidade da Praia, sede do Comité Olímpico Cabo-verdiano.

Kim-Zé Brito

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