Líderes mundiais criam grupo para travar máfias da imigração ilegal

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As Nações Unidas, a União Europeia e a União Africana decidiram criar um grupo de trabalho para salvar vidas no Mediterrâneo e lutar contra as máfias da imigração ilegal, principalmente na Líbia. A decisão saiu de uma reunião entre os líderes da UE, Jean-Claude Juncker, da UA, Moussa Faki, do SG das Nações Unidas e da chefe da diplomacia comunitária, que teve como objectivo combater o tráfico de pessoas.

“Salvar e proteger as vidas dos imigrantes e refugiados nas rotas de chegada a Europa, acelerar a assistência aos retornados voluntários aos seus países de origem e ajudar aqueles que necessitam de proteção internacional” são alguns dos objetivos, lê-se num comunicado divulgado em Abidjan, onde decorre até hoje a cimeira UE-UA.

Os líderes alegam que estas acções pretendem ampliar os trabalhos que já estão em curso nos países de origem e na Organização Internacional das Migrações, para além da UE. Todos os trabalhos serão revistos e coordenados pelas autoridades líbias, assim como pela UE, ONU e UA, que já estão a operar em conjunto para o desmantelamento das redes de traficantes e para o desenvolvimento de oportunidades nos países de origem e em trânsito, explica o documento, que nota que já regressaram a casa, de forma voluntária, cerca de 13 mil migrantes.

Este grupo vai reunir-se e colaborar ao mais alto nível, nomeadamente à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas. De referir que está é a primeira “acção concreta” dos líderes mundiais desde que se tornou público o escândalo de leilões de escravos na Lídia.

De recordar que a 5ª cimeira UE/África decorre até hoje em Abidjan, a capital económica da Costa do Marfim, com o tema “Investir na Juventude para um futuro sustentável”, e conta com cerca de 80 chefes de Estado e de Governo dos países europeus e africanos.

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