Núria Borges, uma santiaguense aliada do “Sokols-2017”

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Nasceu em Santa Catarina, mas está a tornar-se numa das “guerreiras” do movimento Sokols-2017, em S. Vicente. Formada em Ciências Políticas, Núria Borges chegou à cidade do Mindelo há alguns meses e em pouco tempo assumiu a causa desse grupo cívico mindelense que organizou a manifestação popular do dia 5 de Julho. “Há muito tempo que os cabo-verdianos têm a firme noção de que algo vai muito mal em Cabo Verde. O povo precisa ter voz e, ao ver um grupo cívico como este que defende essa filosofia, senti a necessidade de aproximar-me com o intuito de conhecer este movimento por dentro”, explica essa jovem de 27 anos, que se assume hoje como uma voluntária do “Sokols”.

Na verdade ela parece ser muito mais do que uma mera “voluntária”. Núria Borges acompanha hoje todos os passos do grupo e participa activamente nas conversas no chat do movimento no Facebook. Nos contactos com pescadores e agro-comerciantes efectuados no mês passado na cidade do Mindelo, essa jovem de 27 anos vestiu mesmo a camisola com o símbolo do megafone. Para ela, Cabo Verde precisa de mais “Sokols” nas outras ilhas. No dia que isso acontecer, diz essa santiaguense, muita coisa irá entrar nos eixos. “Acho que a voz do povo precisa ser ouvida em todo o país. Se há um movimento como Sokols que está a promover essa luta, seria muito bom que fosse replicado no resto do país”, salienta essa santacatarinense, que escolheu S. Vicente para residir vinda directamente dos Estados Unidos, país onde viveu dezassete anos.

Enquanto licenciada em Ciências Políticas, Núria Borges vê “Sokols-2017” como uma espécie de “caso de estudo”. E contraria aqueles que teimam em acusar o movimento de bairrista. “Com certeza que não é um movimento bairrista, que se preocupa apenas com os interesses de S. Vicente!”, afirma.

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