Paulino Dias defende que São Vicente deve posicionar-se como “ilha criativa”

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O economista Paulino Dias defende que São Vicente deve posicionar-se como ilha criativa ao invés  de se definir como plataforma de apoio à pesca, de transbordo ou de logística. Para Dias, o conceito  “ilha criativa” é mais adequado por ser plástico e flexível, aplicar-se ao domínio da criatividade e da gestão do conhecimento e ainda ao propósito do desenvolvimento do turismo de cruzeiro. Mas, mais do que isso, abrange a ideia da cultura enquanto activo económico.

Segundo o economista, há muito que se tem projectado a ilha do Monte Cara em várias vertentes, mas são posicionamentos conflituantes que não se encaixam nesta ilha pela sua pequenez. “Eu já oiço esses discursos há anos. São Vicente como ilha cultural, como plataforma de apoio à pesca no Atlântico, como plataforma de logística ou ponto  de transbordo. Nós temos que entender que, à escala das cadeias de valor global, algumas dessas opções de posicionamento são conflituantes. São Vicente tem apenas 227 Km2  e não vamos conseguir meter nela todas essas opções de política. Nós temos que fazer escolhas. O que é que o mundo pensa que São Vicente é? É uma ilha cultural, de apoio à logística no atlântico  ou  de apoio à pesca?”, questiona Paulino Dias em jeito de provocação.

Para esse consultor, o carimbo que melhor se adapta a São Vicente é o de ilha criativa, pela abrangência e elasticidade desse conceito. “A ilha tem embriões em termos de experiência, de história, de infraestrutura e de vivência que lhe permite posicionar-se à escala global como uma ilha de criatividade aliada ao co-working, que é o modelo de trabalho que se baseia na partilha de espaço e recursos de escritório, reunindo pessoas que trabalham em diferentes empresas”, defende Paulino Dias, realçando que  “em Cabo Verde falta-nos dizer o que  nós queremos e harmonizar as decisões diárias em consonância.

 

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