Petição online pede retirada “urgente” dos manuais de Matemática do mercado

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Está a circular na internet uma petição online exigindo a retirada dos manuais de Matemática do mercado. O assunto em pauta, que está a mobilizar os cabo-verdianos neste momento, já conseguiu em uma hora cerca de 600 assinaturas. Quem quiser apoiar essa causa basta aceder ao endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT86934.

O texto começa por lembrar aos cabo-verdianos que “a educação é um direito previsto pela Constituição”. Logo, cabe aos governantes criarem políticas eficientes e medidas abrangentes para que a população desfrute desse direito. “O que falta é um investimento maciço no sector. Além disso, a busca por uma melhor qualidade de vida faz com que as pessoas procurem melhores empregos, que por sua vez pedem melhores níveis educacionais”, lê-se na petição.

Esta realça ainda que a educação não traz somente bons empregos. “Ela proporciona o pensamento crítico e a análise lógica – fatores indispensáveis para a criticidade de um indivíduo. Afinal, o fato de um povo ignorante ser mais influenciável do que uma população mais culta não é uma coincidência”. Por outras palavras, a educação transforma um país, tanto em aspectos económicos, quanto tecno-culturais. No entanto, para alcançar níveis positivos na área população deve fazer valer os seus direitos, exigindo melhores níveis de preparo dos docentes, melhores metodologias e meios educacionais. “Porque a educação não só transforma a vida das pessoas, mas modifica toda uma sociedade. E, tendo recebido pais e professores várias queixas, vimos por este meio solicitar ao ME – Ministério da Educação – DNE que avalie a situação criada e mande retirar os Manuais em circulação, para o bem da Comunidade Educativa em Cabo Verde”, clama o documento.

Quase seiscentas pessoas já assinaram a petição e fizeram registar as razões que os levaram a apoiar a iniciativa. Estas mostram uma total discordância com a DNE, que garantiu que os manuais serão mantidos porque, na perspectiva deste órgão do ME, não há razões que justificam a retirada do sistema de ensino desses livros, apesar das muitas “gralhas” detectadas e que têm animado as redes sociais nestes dias.

A petição foi lançada pela página no Facebook do Provedor do Mindelo, que tem como um dos administradores Lucas Monteiro. A iniciativa terá a duração de 10 dias e os seus promotores querem recolher 2.000 subscrições, que depois serão entregues aos deputados e à Associação de Defesa dos Consumidores (ADECO), que também já veio à público pedir a retirada dos manuais.

Constânça de Pina

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