Samba Tropical encanta com a sua “Magia do Se7e”

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Ontem à noite, a Escola de Samba Tropical desvendou durante quase três horas todos os mistérios do Se7e, para alguns um algarismo de sorte, para outros de puro azar. Mas a noite de Segunda-feira foi mesmo de festa, que começou por volta das 21 horas, quando o mestre Mick Lima deu indicações para o arranque da batucada. Os cercas de mil foliões não mais abrandaram, até por volta da meia-noite e meia. Foi um espectáculo alegórico impecável, excepto por um pequeno atraso e algumas falhas de som. Os figurantes apresentaram-se elegantes e fizeram um desfile irreprovável. Os carros alegóricos, como já é habitual, não são uma grande aposta do grupo, mas acabaram por cumprir o propósito de mostrar as várias facetas do Se7te.

A Comissão de Frente, que era coreografada, deu um show. Igual desempenho teve o mestre-sala, João Carlos Silva, e a porta-bandeira, Fatinha do Rosário. Várias outras figuras de destaques cativaram o público com os seus trajes luxuosos. Todos foram aplaudidos pelo público que se apertou ao longo do trajecto – Praça Don Luís, Rua de Lisboa, Av. Baltazar Lopes da Silva, Praça Amílcar Cabral, Av. 5 de julho, Rua de Lisboa, Av. Baltazar Lopes da Silva, Praça Amílcar Cabral – para assistir ao desfile. Nos palanques, bem mais confortáveis, o Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, o ministro da Cultura, Abraão Vicente, o Presidente da Assembleia, Jorge Santos, o anfitrião, Augusto Neves, e várias outras autoridades, amigos e familiares, puderam apreciar o grupo, que “pertence a Cabo Verde”, nas palavras de Correia e Silva.

Samba Tropical desfilou com sete andores: “O Se7e no Esoterismo, Crenças e Superstições”, “O Se7e na religião”, “O Se7e e a fantasia”, “O Se7e na arte, cultura e desporto”, “O se7e na mitologia”, “O se7e e a astrologia” e “O Se7e, a história e a arquitetura”, todos idealizados e confeccionados por Fernando “Noya” Morais. A batida forte da música “Rainha da Noite”, da autoria de Constantino Cardoso, ditou o ritmo do desfile prestigiado pelo cantor brasileiro Dudu Nobre, que hoje canta na Rua de Lisboa. Um trabalho que pôde ser apreciado em todo Cabo Verde e também na diáspora, já que contou com transmissão em directo na televisão nacional, na Tiver e em várias plataformas online.

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