Tatuador Sandro “Gringo”: “O nosso corpo é tela para ser pintada”

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Amante da arte, Gringo divide o seu tempo entre o design e a tatuagem. Duas formas de expressão artística que este jovem faz caminharem juntas e que já conquistou muitos mindelenses.

Natural de São Vicente, Sandro Leite, “Gringo”, é formado em Design, mas acabou por desenvolver uma paixão paralela pela tatuagem. Há mais ou menos quatro anos, já no curso de Design, foi de férias para os Estados Unidos da América e fez a sua primeira tatuagem, como cliente. Ali surgiu o seu interesse por esta arte que, a priori, não passaria de um hobby. “Em modo de brincadeira, decidi trazer alguns materiais para Cabo Verde e comecei a tatuar. De início, como uma coisa entre amigos. Quando dei por mim a brincadeira se tornou coisa séria”, afirma Gringo.

Como esperado, conta esse jovem, sofreu algumas críticas. “Não se começa com perfeição”, justifica. Contudo, conseguiu tirar proveito dos seus conhecimentos enquanto designer, que geralmente são pessoas “perfeccionistas”, e alcançar um patamar estético mais elevado e de maior qualidade.

Actualmente, para além de actuar como designer freelancer, Gringo está conquistando cada vez mais clientela, para além das fonteiras mindelenses. Esse tatuador já conta com clientes nas ilhas do Sal e de Santiago, onde costuma passar algum tempo a trabalhar.

Para este jovem, a tatuagem é “a arte do futuro” e compara o corpo a uma tela que merece ser pintada, que deseja pintar. “Se hoje perguntam quem tem tatuagem, um dia vão perguntar quem ainda não tem tatuagem,” antecipa.

Surpreendentemente, esta arte começa a despertar o interesse também da camada mais adulta, que geralmente “torce o nariz” para as tatuagens. “Fiquei surpreso quando me apareceu aqui um cliente de 61 anos para fazer a sua primeira tatuagem.”

O segredo? Antes de ser um bom tatuador aposta no seu espaço e, principalmente, na sua higiene e na higiene e segurança dos equipamentos utilizados. “Tatuagem é coisa séria. Apresenta riscos. Por isso, antes de mais é preciso investir na higiene para dar aos clientes, não as condições mínimas, mas sim as melhores condições”, afirma Gringo, para quem este é único caminho para ganhar a confiança dos seus clientes e oferecer um serviço sem riscos.

Natalina Andrade Medina (Estagiária)

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