65 jornalistas mortos em 2017

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Sessenta e cinco jornalistas foram mortos em todo o mundo no ano de 2015, incluindo 50 profissionais, sete “jornalistas-cidadãos” (‘bloggers’) e oito “colaboradores” dos ‘media’. O relatório anual da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) foi divulgado esta terça-feira, 19 de Dezembro.

O balanço de 2017 mostra que este ano foi menos mortífero para os jornalistas, observou a organização não-governamental com sede em Paris. Dos 65 jornalistas (profissionais e não-profissionais) mortos desde o início do ano, 39 foram assassinados ou deliberadamente atacados e 26 morreram no exercício das suas funções.

À semelhança do ano passado, a Síria foi o país mais letal para os jornalistas, com o registo de 12 mortes, seguindo-se o México (11), Afeganistão (nove), Iraque (oito) e Filipinas (quatro). Se menos profissionais da comunicação social foram mortos em todo o mundo em 2017 em relação ao ano passado (79 mortos) tal deve-se “à crescente tomada de consciência da necessidade de melhor proteger os jornalistas e à multiplicação de campanhas lançadas por organizações internacionais e pelos próprios ‘media’, indicou a RSF.

Mas também ao facto de “os países que se tornaram muito perigosos se terem esvaziado de jornalistas”, de acordo com a Repórteres Sem Fronteiras. “É o caso da Síria, do Iraque, do Iémen, da Líbia, onde se verifica uma hemorragia da profissão”, lamentou a RSF.

Se os conflitos armados colocam em perigo a vida dos jornalistas que fazem a cobertura das guerras, em países como o México “os cartéis e os políticos locais fazem reinar o terror”, o que também obriga os jornalistas “a deixarem o seu país ou a sua profissão”.

“O México é o país em paz mais perigoso do mundo para jornalistas”, sublinhou a RSF no relatório anual.

C/Observador.pt

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