Actor José Fidalgo ansioso pela reacção dos mindelenses

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Actor José Fidalgo

O actor José Fidalgo, que se encontra em S. Vicente integrando o elenco do espectáculo “La Ronde”, diz que é um desafio enorme estar nesta ilha e aguarda com ansiedade a reacção das pessoas, que são quem vão autenticar, julgar e obriga-los a melhor naquilo que for preciso. Conhecido por seus inúmeros papeis papeis nas telenovelas portuguesas e brasileiras, afirma que experiências como esta de trazer o espectáculo para o país ajuda-os a “ganhar o mundo e enriquecer”. 

Esta é a minha primeira vez em Cabo Verde. Já estive em Angola, onde fiz um filme sobre a Rainha Ginga, em 2014. Foi uma experiência muito boa porque permitiu-me conhecer a história desta heroína africana. Estarmos aqui e entendermos a morna, por exemplo, é muito enriquecedor”, afirma Fidalgo, que faz uma diferenciação em relação à sua estada no Brasil. “Lá é entender um outro método de trabalhar, uma outra direcção e disciplina. É engraçado percebermos para quem representamos. Temos de lidar com isso e fluir perante a diferença.”

Apesar de ter visto até agora “muito pouco” da cidade do Mindelo e das suas gentes -, José Fidalgo mostra-se satisfeito pela forma como foram recebidos. Este destaca ainda as vantagens de trabalhar com poucos recursos, no caso de Cabo Verde. “Penso que trabalhar com poucos recursos torna-nos mais ricos porque permite-nos ter uma noção clara daquilo que temos e fazer melhor com pouco. Esta é a experiência que temos tido desde que aqui chegamos”. 

Apesar de ser conhecido em Cabo Verde essencialmente por seus papeis em telenovelas portuguesas e brasileiras, Fidalgo considera que o teatro é a sua base de formação, que se enriquece com os intercâmbios entre os actores e pelos países. “Quando somos pais, falamos aos nossos filhos que temos de ganhar o mundo. Ganhar o mundo significa exactamente absorver as experiências pelos quais vamos passando, incluindo a comunicacao com pessoas de outras cidades e países. Enquanto actores, isto é mais que um direito. Temos a obrigação de ter a noção daquilo que se passa no mundo inteiro. E, eventos como este, servem para nos fazer crescer como actores.” 

CP

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