ALAIM – Um ano a dar corpo à imaginação dos mindelenses

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A Academia Livre de Artes Integradas de Mindelo – ALAIM – pretende triplicar este ano as suas actividades de promoção cultural em S. Vicente, segundo a gestora Janaina Branco. Espaço de partilha de ideias, a academia está aberta há um ano e, conforme a directora, tem-se revelado como um local ímpar de formação permanente para crianças, jovens e adultos nas áreas do teatro, expressão corporal e vocal.

“A ALAIM é de todo o mundo”, é desta forma que Branco caracteriza essa casa, que nasceu da necessidade da cidade do Mindelo de ter um espaço com essas características. Tanto assim é que a procura pelas oficinas tem superado as expectativas. Por esta razão, a meta passa por triplicar as suas actividades e ser acessível a um número maior de pessoas.

Inicialmente, as oficinas eram grátis, mas, porque alguns professores dependem das mensalidades para sobreviver, os alunos passaram a pagar uma “propina simbólica”, que é canalizada para a remuneração dos formadores e cobrir as despesas de funcionamento. “Há formadores que dependem dessas mensalidades para viver, mas há outros que têm outros trabalhos fora e que optaram por doar o dinheiro que arrecadam das oficinas”, diz Janaina Branco.

Segundo a actriz teatral, o esforço diário despendido pelos responsáveis da ALAIM vale a pena. Os primeiros tempos foram de descobertas, conhecimento, dificuldades, mas também de conquistas. Mas, para que este sonho pudesse ser realidade, foram contraídas dívidas. “Contraímos muitas dívidas, pelo que a nossa primeira preocupação foi saldá-las, depois de abrir a academia. Neste momento, só devemos a uma pessoa”, confessa.

A ALAIM consegue manter as portas abertas graças às suas actividades, que cobrem as despesas. Além disso, os responsáveis procuram fazer sempre campanhas para sustentar o projecto. “Temos uma campanha para angariação de fundos onde as pessoas podem fazer doações. Estas contribuições cobrem as despesas básicas de funcionamento do espaço”, assegura a gestora.

Apesar da dedicação à ALAIM, Janaina Branco não é remunerada enquanto gestora. Afirma que aceitará ser pago quando o academia tiver condições financeiras para tal. Até lá, prefere receber o sorriso das crianças e a satisfação das pessoas que visitam o local. “O meu maior salário é ver a alegria das pessoas quando entram aqui”, aponta Janaina Branco.

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