Andebol feminino: Amarante destrona Atlético em final com dois prolongamentos

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A equipa do Amarante sagrou-se esta tarde campeã de S. Vicente em andebol feminino, fruto de uma vitória sobre a formação do Atlético por duas bolas de diferença numa final dos Play-Off empolgante, com direito a dois prolongamentos. As amarantinas foram mais eficazes nos momentos decisivos e destronaram as campeãs em titulo numa partida em que qualquer uma das equipas poderia sair vencedora.

“Aguentar esta final não foi nada fácil, mas sabia que iríamos conseguir o nosso objectivo. Este título é suor do intenso trabalho que fizemos esta semana”, comenta a guarda-redes Ronise, que fez defesas importantes e que impediram o Atlético de assumir a dianteira ou alargar a vantagem sobre o Amarante, consoante o momento do jogo.

O Amarante, segundo o técnico Orlando Morais, foi para o polidesportivo de Monte Sossego disposto a aguentar a carga do Atlético e levar a melhor. “Sabíamos que iria ser um jogo duro, porque era o tudo ou nada. Era evidente que saíria vencedora a equipa mais eficaz, a que cometesse menos erros. E acabou por ser assim, porque foi um jogo equilibrado”, comenta Morais, que deu os parabéns tanto às suas atletas como às meninas do Atlético pela sua entrega. Para ele não restam dúvidas de que S. Vicente teve um campeonato de andebol feminino de qualidade, apesar de a prova ter sido disputada por apenas três equipas.

O quinto e último embate dos Play-Off feminino foi o golpe da morte para o Atlético, que teve nas mãos a possibilidade de resolver a disputa na quarta partida. Porém, a equipa acabou por encaixar duas derrotas consecutivas, que lhe tiraram o chão por debaixo dos pés. Mesmo assim, para Edsânia Oliveira, as duas formações puderam mostrar o seu nível do jogo e dignificar a final. “Jogar sessenta minutos e mais dois prolongamentos é difícil fisica e mentalmente para as atletas. Devido a ansiedade, acabamos por falhar golos nos momentos cruciais. Queríamos resolver o jogo na fase regular, não foi possivel, mas as minhas atletas foram autênticas guerreiras”, salienta a ex-jogadora, que se estreou este ano na função de treinadora.

Lutar no campo e depois perder no último minuto foi um golpe forte demais para as meninas do Atlético, que não puderam conter as lágrimas quando ouviram o apito final. Com os olhos ainda avermelhados, Lindy expressou aquilo que ia na alma dela e das colegas. Segundo esta jogadora que se destacou tanto no sector defensivo como atacante, o Atlético deu o seu máximo no campo, mas foi duro ver que não conseguiu chegar onde queria. “Foi uma disputa muito forte e emocionante. Infelizmente perdemos, há que parabenizar o Amarante.”

Caído o pano sobre o regional, o foco agora é o campeonato nacional, que acontece este ano na ilha de S. Vicente. A ideia reinante é que o Amarante está preparado para disputar o título de Cabo Verde, caso consiga manter ou reforçar o seu nível de jogo. A competição acontece no início de Junho no polidesportivo de Monte Sossego.

No campo masculino, começou hoje a primeira fase dos Play-Off. O Liceu Ludjero Lima (1º classificado), defrontou e venceu o Castilho (4º lugar), equipas que voltam a jogar amanhã a segunda mão. A antecipar esta partida, a formação do Atlético (2º posicionado) enfrenta o Batuque (3º lugar) em partida a contar para a primeira mão entre estas duas últimas equipas. Recorde-se que a Associação de Andebol de S. Vicente teve que fazer mudanças no calendário para acelerar o apuramento do campeão regional a tempo de participar no nacional, que acontece no final deste mês na ilha do Sal.

KzB

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