Artista plástico celebra 10 anos de carreira com exposição no CCM

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O jovem artista plástico mindelense Jairson Lima mostra esta sexta-feira, 02 de Agosto, os seus trabalhos de pintura, no salão nobre do Centro Cultural do Mindelo, numa exposição intitulada “Evoluçon”. A exposição, que chega agora em São Vicente depois de passar por Santiago e Santo Antão, assinala os 10 anos de carreira deste artista.

Ao todo, vão estar expostas 15 obras de grandes dimensões, ou seja, com um metro e meio de cumprimento, que reflectem a vivência, a cabo-verdianidade, o folclore das ilhas e a africanidade. Ao Mindelinsite, o artista explica que a sua inspiração para fazer os seus quadros é continua. “Pinto tudo aquilo que vejo no meu dia-a-dia. As minhas pinturas são de acrílico sobre tela, mas também uso técnicas mistas”, afirma Jairson Lima.

Esta exposição-venda, de iniciativa deste artista, é itinerante, ou seja, esteve patente no mês de Abril no Palácio da Cultura Ildo Lobo e, mais recentemente, no Centro Cultural Sete Sóis, Sete Luas na Ribeira Grande. E chega esta sexta-feira no Centro Cultural do Mindelo. “Estou a articular para poder ir para outras ilhas, possivelmente os próximos serão Boa Vista e Sal.”

Jairson Lima nasceu na zona da Bela Vista em São Vicente. Com oito anos mudou para o município da Ribeira Grande, Santo Antão. Mas desde muito cedo mostrou interesse pela arte. Aliás, na escola primária já impressionava os colegas e os professores. Aos 12 anos, começava a esboçar os primeiros traços, que o iriam transformar num artista autodidata. Assume que os seus traços são melancólicos e que gosta de experimentar técnicas desde seca às húmidas com vários temas, nomeadamente paisagismo e natureza morta. Mas foi só aos 18 anos que descobrir que pintar telas e desenhar a mão livre eram as suas preferências.

Em nota enviada à imprensa pelo MCIC, este apresenta Jairson Lima como sendo da nova vaga de jovens artistas contemporâneos que estão a despontar no arquipélago, representativo de novas tendências criativas e de expressão plástica. Diz ainda que é um pintor preocupado em buscar, através das telas, o fascínio eterno e universal, reflectindo na pintura a sua maneira de olhar e sentir o mundo em que vive, ou seja, Cabo Verde.

Constânça de Pina

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