Augusto Neves questiona o motivo dos protestos contra a construção na ribeira de Chã de Alecrim

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O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, usou a sessão da Assembleia Municipal para questionar os motivos que estão por detrás dos protestos contra as obras na Ribeira de Chã d’Alecrim. Neves garantiu que antes do arranque das construções foi efectuado um levantamento e correcção de águas pela equipa técnica da CMSV e que foram construídos quatro diques, sendo dois em Canalona e dois em Fonte de Mestre.

Neves reagia a uma intervenção do engenheiro Evandro Matos, que falou em nome de um grupo de arquitectos e engenheiros de São Vicente, e mostrou-se preocupado com a construção em Chã d’Alecrim. Matos disse que o grupo está disponível em participar nos processos que tenham a ver com o urbanismo em defesa da qualidade e sustentabilidade urbana. Esse porta-voz disponibilizou-se para se reunir com a sociedade civil, recolher subsídios e disponibilizar aos técnicos da CMSV para ajudar a resolver problemas dessa natureza. Mas, para Augusto Neves, a intervenção do referido engenheiro tem motivações políticas porque pertence à lista do PAICV.

“Fizemos uma requalificação e planificação da zona de Cob d’ Rbera, mas ninguém protestou e São Vicente tem ribeiras e ribeiras. Já fizemos a requalificação no bairro de Iraque e ninguém reagiu. Porque é que em Chã de Alecrim as pessoas protestam?“, questionou o autarca. Segundo Neves, ele próprio testemunhou o levantamento técnico da equipa camarária.

Conforme o edil, o plano de Chã de Alecrim foi  minuciosamente estudado e trabalhado, tal como aconteceu noutras zonas. Assegura o autarca que primeira coisa que a Câmara fez  foi a correcção das águas. Eu convido as pessoas que não sabem para visitar a zona. Fizemos quatro diques porque sabemos que o sistema urbano é evolutivo e dinâmico”, frisou Neves na sua intervenção.

Reagindo às criticas sobre a falta de um plano Director Municipal, Augusto Neves assegurou que a ilha tem um PDM, que foi aprovado em 2012 pela CMSV e pela Assembleia Municipal, mas que foi rejeitado “politicamente” pelo Governo central. Garante, entretanto, que a edilidade esta a trabalhar na actualização desse documento, levando em consideração o projecto da Zona Económica Especial para a Economia Marítima.

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