Bento Forrador traz primeiro carro “pronto-socorro” para São Vicente

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A empresa Bento Forrado acaba de colocar em São Vicente a primeira viatura de pronto-socorro. Trata-se de um veículo com capacidade para movimentar, em simultâneo, duas viaturas imobilizada, e que está ainda equipada com uma grua, que lhe permite levantar até 30 toneladas, a uma altura de 14 metros, segundo o sócio-gerente Adriano Bento.

Ao Mindelinsite, Adriano Bento explica que a sua empresa decidiu trazer este carro multifunções atendendo às exigências do mercado. “Sentimos necessidade de trazer uma viatura com todas estas valências. Dado a pequenez do nosso mercado era importante que este tivesse também uma grua para que fosse viável. E, felizmente, desde que a carro chegou a São Vicente temos tido muitas solicitações”, informa Adriano Bento.

Até agora, este carro pronto-socorro está a ser utilizado sobretudo no transporte dos equipamentos pesados da empresa, caso por exemplo de empilhadeiras. “Fomos solicitados na sexta-feira para levar uma empilhadeira para uma empresa na Zona Industrial do Lazareto, por exemplo. É um equipamento que se desloca a uma velocidade de 20 quilómetros por hora e que precisa ser escoltado, num processo que congestiona o trânsito e que pode provocar outros constrangimentos. Graças a este equipamento, fizemos este transporte de forma célere e sem causar nenhum problema aos mindelenses.” 

Isto porque, explica, o carro pronto-socorro possui uma caixa que se inclina para recolher o equipamento imobilizado do chão. Paralelamente, este veículo presta serviços relevantes em caso de acidente, tendo em conta que consegue movimentar, em simultâneo, duas viaturas, o que permite desobstruir uma via rapidamente. “Conseguimos ainda recolher um equipamento ou viatura em caso de queda numa ribeira, por exemplo. O carro pronto-socorro possui um guincho capaz de rebocar até 30 toneladas, graças a duas âncoras hidráulicas que ficam presas no chão”, elucida ainda Adriano Bento.

Mas, toda esta polivalência custa caro. De acordo com este empresário, o carro pronto-socorro é um investimento que ultrapassa os seis mil contos, mas é sobretudo uma resposta à demanda do mercado. “Tentamos sempre atender as necessidades do mercado. São Vicente tem falta de muita coisa, mas falta ousadia aos investidores. Mas, infelizmente, os nossos concorrentes, ao invés de procurarem respostas e cobrir outras necessidades, limitam a copiar-nos. Digo isso com confiança porque temos vários exemplos, que não importa aqui referir.”

É esta “ousadia” da “Bento Forrador” que a faz destacar em São Vicente como uma empresa dinâmica. Adriano prefere dizer que são uma empresa que prima pela qualidade. “Preocupamo-nos em satisfazer os nossos clientes. Sempre que não conseguimos dar cobertura a uma situação, vou para casa pensar numa forma de dar uma resposta positiva. Pesquiso e estudo até que tenha uma solução. Isso dá-nos algum conforto”, pontua.

Tudo isso, aliada a uma equipa jovem e motivada, coloca esta empresa na linha da frente. Adriano Bento justifica a opção em recrutar jovens com o trabalho que Bento Forrador presta que, a seu ver, exige alguma audácia e adaptação aos equipamentos. “Uma pessoa com alguma idade teria dificuldades em assimilar todos estes equipamentos. Aqui somos polivalentes. Fazemos trabalhos de mecânica, electricidade e ainda somos condutores de veículos pesados. Os nossos condutores têm de ter algo mais porque somos uma empresa que presta serviços sazonais. Assim, quando temos poucas encomendas, sempre podem fazer outra coisa. Podem fazer serviços de mecânica ou de electricidade.”

E a empresa podia fazer muito mais, diz, caso o serviço prestado aos clientes fosse pago em tempo útil. É que, na maior parte das vezes, segundo o empresário, o pagamento demora a acontecer, o que fragiliza a empresa e a impede de fazer mais investimentos.

Constânça de Pina

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