Cabo-verdiano na França une patrícios através da cultura

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Rachel Sylva dedica a vida em Paris, França, há quinze anos, a organizar eventos para a comunidade cabo-verdiana, como forma de promover a união, o intercâmbio e a cultura crioula. Neste contexto que tem programado para o próximo mês de Novembro shows com a banda Serenata e a comemoração dos 15 anos de carreira de Jorge Humberto.

Nas festas e outros eventos que organiza, Rachel Sylva diz incluir sempre a cultura de Cabo Verde, quer na gastronomia, na música, dança, pinturas. É que entende que a comunidade cabo-verdiana em Paris precisa estar unida, tanto nos bons, como nos maus momentos. “Percebi que nos juntávamos sobretudo nos enterros. Por isso, passei a organizar eventos como forma de atrair mais crioulos e promover momentos de partilha, de amizade, para passarmos bons momentos juntos”, explica Silva, que conhece grande parte dos cabo-verdianos que vive na terra da “Liberté, equalité et fraternité”.

O facto de organizar eventos e possuir muitos contactos coloca-o numa posição “privilegiada” para negociar também com agências de viagens e, com isso, promover intercâmbios entre França e Cabo Verde. Garante que, desta forma, está a ajudar muitas pessoas a conhecer o país, passar férias, mas também possibilita idas de grupos para actuar a preços promocionais. Aliás, foi numa dessas promoções que conseguiu levar o Serenata para actuar em Paris e enviar para Cabo Verde um grupo de jovens estudantes.

Recentemente conseguiu encher uma sala de espetáculos para assistir um espectáculo do Juventude em Marcha. Outros dos eventos que organiza são a “Festa de Cinquenta” em Dezembro para os aniversariantes de meio século na diáspora, e a “Festa de Emigrantes” em São Vicente, nas férias de verão, para um momento de socialização entre os emigrantes e os locais.

Este promotor de eventos e da cultura diz ter sentido “fome” de Cabo Verde desde criança, daí o seu dinamismo. Os pais são de Monte Sossego, em São Vicente, mas nasceu em Dakar e cresceu na França. A vontade de conhecer sua terra aumentou depois de ter namorado uma “badia” e de esta o ter incentivado a conhecer as suas raízes. “Desde então a minha ida a Cabo Verde tem sido constante e pretendo me reformar e mudar para lá”.

Sidneia Newton (estagiária)

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