CANADEP 2018: S. Vicente campeã nacional com 19 medalhas conquistadas

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A ilha de S. Vicente sagrou-se campeã do oitavo campeonato nacional de desporto paralímpico com a conquista de 19 medalhas, sendo 7 de ouro, nove de prata e três de bronze, distribuídas por todas as modalidades da competição. No fundo esse era o objectivo traçado, mas o próprio técnico Alcindo Lopes confessa que ficou surpreso com a quantidade de títulos conseguidos, tendo em conta que alguns dos 12 atletas da selecção eram estreantes. “Realmente o resultado ultrapassou as nossas expectativas, embora S. Vicente sempre teve boa prestação no nacional. No ano passado, por exemplo, estivemos representados por apenas 4 atletas e conquistamos 10 medalhas, apesar de termos treinado três dias. Agora fomos com uma equipa maior, preparamo-nos durante dois meses e subimos a fasquia para 19 medalhas, sendo 7 de ouro, o que nos motiva a continuar a trabalhar com mais afinco”, realça o treinador da selecção de S. Vicente, que deu uma semana de descanso aos seus pupilos para retomarem os exercícios já na próxima segunda-feira. Até porque espera que alguns dos campeões venham a representar Cabo Verde no meeting de Angola e nos Jogos da CPLP.

Para este grupo, os treinos serão mais intensos; em relação aos outros, o programa será de dois treinos semanais. O plano passa por dar atenção especial às modalidades de voleibol sentado e basquetebol em cadeira de rodas, títulos que S. Vicente perdeu este ano por manifesta falta de condições para os treinos, segundo o treinador. A expectativa de Alcindo Lopes é que a associação de S. Vicente possa receber materiais e canaliza-los aos atletas para que possam estar melhor preparados para a próxima temporada.

Caído o pano sobre o campeonato nacional, a atenção recai agora nas provas internacionais. Neste sentido, Alcindo Lopes está atento para saber como o Comité Paralímpico Cabo-verdiano vai escolher os atletas e os técnicos. É que, como conta, já houve alguns incidentes que o deixaram indignado e aproveitou a prova nacional para falar do assunto com o Comité. “Por exemplo, no ano passado fomos medalha de ouro no levantamento de peso e no entanto foi escolhido para a selecção um atleta de Santiago Sul que ficou em segundo lugar. O atleta Carlos Araújo tem sido o melhor nas corridas de 3, 5 e 10 quilómetros na categoria de membro superior amputado. É sempre chamado para a selecção, mas é acompanhado por um treinador da cidade da Praia, quando eu é que sou o seu técnico. No ano passado escolheram dois corredores invisuais de S. Vicente para a selecção e foram acompanhados por dois técnicos de Santiago. Tudo isto deixa-nos revoltados e já manifestamos o nosso descontentamento, pelo que esperamos que as coisas mudem de figura”, relata Alcindo Lopes, para quem é preciso dar o mérito a quem mostra a sua capacidade de trabalho.

No nacional de desporto adaptado, que terminou no passado Domingo, S. Vicente foi a selecção mais medalhada tendo conseguido ouro nas seguintes provas: 100 metros membro superior amputado; 3 km para amputado superior; corrida de 3 km para invisuais; levantamento de peso na categoria 88 quilos; lançamento de peso de pé e salto em comprimento para amputado membro inferior. O evento envolveu 137 competidores e dirigentes de todos os concelhos.

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