Candidato da extrema-direita na Itália reivindica direito de governar

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O candidato da Liga (extrema direita) nas eleições de Itália anunciou que se vai demitir do cargo após os resultados das eleições naquele país. Matteo Salvini defende que a coligação tem “o direito e o dever de governar” e reivindicou a direcção do executivo.

De acordo com Salvini, os resultados indicam que a coligação de direita vai liderar o próximo Governo e que o seu partido deve presidir o executivo, após ultrapassar o seu parceiro de coligação Forza Italia, de Silvio Berlusconi. “A equipa que deve governar é a de centro-direita. Mantenho a minha palavra e o meu compromisso, que é com a coligação de centro-direita, que ganhou e pode governar”, disse em conferência de imprensa.

Estas eleições ficam ainda marcadas por uma subida histórica das forças antissistema, eurocéticas e de extrema-direita, maioritárias em votos e assentos nas legislativas de domingo em Itália, está a abalar o país, mergulhando-o na incerteza política. “Pela primeira vez na Europa, as forças antissistema venceram”, resume o editorial do diário La Stampa.

A coligação formada pela Força Itália, de Silvio Berlusconi, a Liga do Norte e o pequeno partido Irmãos de Itália obteve cerca de 37% dos votos, segundo resultados parciais, quando estão contados dois terços dos boletins de voto. Reagindo à estes resultados, a ministra francesa dos Assuntos Europeus, Nathalie Loiseau, disse que a Itália vive uma fase em que demonstra deceção em relação à União Europeia, referindo-se aos resultados provisórios das eleições legislativas de domingo.

“O que é impressionante é que o país fundador da União Europeia está numa fase de ‘euro deceção'”, disse Loiseau numa entrevista à rádio France. “Trata-se de um país que enfrentou um fluxo migratório sem precedentes e que se sentiu abandonado pela União Europeia”, referiu, sublinhando que se recusa a encarar as eleições com sentimentos “catastrofistas”.

As principais bolsas europeias negociavam hoje mistas, com Milão em baixa e os investidores atentos aos desenvolvimentos políticos em Itália. Em Lisboa, o EuroStoxx 600 aumentou 0,21% para 367,82 pontos. As bolsas de Londres, Paris e Madrid subiam 0,33%, 0,35% e 0,11%, respetivamente. Em sentido contrário, Frankfurt e Milão desciam 0,05% e 1,14%.

Fonte: c/Imprensa internacional

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