Concurso dá visibilidade e estimula escrita dramatúrgica, diz Caplan Neves

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CO vencedor da segunda edição do Concurso Nacional de Dramaturgia defendeu, num exclusivo ao Mindelinsite, que este é um concurso necessário porque promove e dá visibilidade à escrita dramatúrgica. Caplan Neves, que é natural de Santo Antão mas reside em São Vicente, vai ainda mais longe ao afirmar que este estimula a produção de textos dramáticos.

Caplan, que é psicólogo de formação, diz regozijar-se por existir neste momento, a nível nacional, um concurso que premeia textos dramáticos. “Estou muito honrado por ´Cheiro dos Velhos` ter sido o texto eleito pelo júri da 2ª edição do Concurso Nacional de Dramaturgia. Acredito que este é um concurso necessário, porque promove e dá visibilidade à escrita dramatúrgica, estimula a produção de textos dramáticos e, creio, tem o potencial para impulsionar a qualidade da dramaturgia nacional.”

O facto de as pessoas estarem a aceitar o desafio de escrever este género que, diz, considera uma das mais sofisticadas encarnações da milenar tradição narrativa. “Foi por tudo isto que aceitei, também eu, este imenso desafio. Que o meu texto tenha sido o escolhido pelo júri desta edição, não poderia senão inspirar-me um profundo sentimento de realização”, realça.

O concurso recebeu 18 candidaturas de cinco ilhas: São Vicente, Santo Antão, São Nicolau, Santiago e Brava. Apesar de não conhecer os demais textos (gostaria) e de ter consciência de que os concursos literários valem o que valem, Caplan admite que a avaliação estética de textos é um desafio ingrato para qualquer júri. Lembra aos colegas que não tiveram a mesma sorte que Sófocles, cujo nome hoje quase representa o género teve, tal como os restantes concorrentes, não venceu nenhum concurso de tragédias.

Por estas mesmas razões, Caplan diz esperar que todos os concorrentes, tal como ele, venham a escrever mais e melhor dramaturgia nas próximas edições. Para além de “Cheiro dos Velhos”, Caplan Neves assina ainda os textos “Teorema do Silêncio”, encenado em 2012 pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural do Português e reposto em 2017 e agora em 2019, e ainda uma Coletânea de Dramaturgia, uma edição da Associação Mindelact.

Constânça de Pina

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