Confiança no consumidor mantém tendência ascendente

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O indicador de confiança no consumidor manteve a tendência ascendente, registando o valor mais alto dos últimos 23 trimestres consecutivos e traduzindo no aumento da confiança das famílias. Ainda assim, continua abaixo do último maior pico de confiança registado em 2015. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, este indicador, que será actualizado em Novembro, evoluiu positivamente face período homólogo de 2018.

De acordo com o documento divulgado pelo INE, no segundo trimestre, observou-se uma evolução positiva comparativamente ao trimestre homólogo. Este resultado explica-se basicamente pela apreciação positiva das famílias sobre a sua situação financeira e situação económica do país para os próximos 12 meses relativamente ao trimestre homólogo.

Para as famílias inquiridas, tanto a sua situação económica do seu lar como a do país evoluíram positivamente relativamente ao trimestre homologo. Na opinião dos inquiridos, os preços de bens e serviços aumentaram face ao trimestre homologo, nota-se ainda que o desemprego diminuiu relativamente ao mesmo período do ano 2018.

Quanto ao item poupança, a maior parte (66,2%) dos inquiridos considerou que, ainda, a actual situação económica do país não permite poupar dinheiro. No trimestre homólogo, esse percentual foi de 68,7%, o que representa uma diferença (2,5 p.p.) entre os dois períodos.

Refira-se que 21,7% dos inquiridos afirmam ser possível poupar algum dinheiro. No trimestre homólogo eram apenas de 12,1%, apresentando um acréscimo de 9,6 pp. Entretanto, para os próximos 12 meses, tanto a situação financeira das famílias como a situação económica do país deverão evoluir positivamente face ao trimestre homólogo.

Para as famílias inquiridas, tanto os preços de bens e serviços como o desemprego, deverão aumentar relativamente ao mesmo período de 2018. Talvez por isso, cerca de 81 em cada 100, afirmam ter a certeza absoluta que não tencionam comprar um carro nos próximos dois anos.

Já cerca de 6,2% dos inquiridos afirmaram com certeza absoluta que têm o propósito de construir ou comprar uma casa (contra 3,0% no período homologo), um acréscimo de 3,2 pp.

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