Desmantelado grupo neonazi na Itália

A polícia italiana desmantelou uma rede que planeava fundar um movimento político neonazi, xenófobo e antissemita – o Partido Nacional Socialista os Trabalhadores de Itália – e dar treino militar aos seus membros. Este grupo de militantes de extrema-direita tinha origem em diversas cidades de Itália, o que levou as autoridades a realizarem 19 buscas.

O objectivo era criar uma aliança internacional entre os inspiradores dos movimentos nacionalistas de Portugal, Itália, França e Espanha. Alguns dos membros estiveram presentes em Lisboa na conferência internacional organizada pela Nova Ordem Social (entretanto suspensa), de Mário Machado, a 10 de agosto.

A conferência de Lisboa contou com a presença de seis partidos e movimentos europeus de extrema-direita: Mário Machado, Josele Sánchez (Espanha), Blagovest Asenov (Bulgária), Mattias Deyda (Alemanha), Yvan Benedetti (França) e Francesca Rizzi (Itália), agora envolvida neste grupo e conhecida por Miss Hitler

A divisão de Investigação Geral e Operações Especiais italiana disse que os suspeitos já tinham criado um símbolo (uma reversão da cruz suástica) e uma plataforma política. Além disso, já tinham desenvolvido acções de recrutamento conversão ideológica nas redes sociais.

Nas casas onde a polícia se deslocoufoi encontrado material de propaganda – faixas com a suástica, bandeiras nazis e logótipos antissemitas. Foram ainda encontradas armas e explosivos. A polícia divulgou fotos das apreensões no Twitter. Foi igualmente descoberto o chat Militia, destinado ao treino militar dos elementos do grupo.

A operação “Ombre Nere” (sombras negras) – que durou cerca de dois anos – começou depois de terem sido monitorização de militantes sicilianos de extrema-direita. As investigações levaram as autoridades a realizar 19 buscas em cidades no norte, centro e sul do país. Milão, Bérgamo, e as cidades sicilianas de Messina e Siracussa receberam especial atenção da polícia. Estão também envolvidos elementos da máfia calabresa, a “Ndrangheta.

Os suspeitos são investigados por crimes contra a Constituição, “participação em associação subversiva” e incitação ao crime. Além da Nova Ordem Social, o grupo estabeleceu contactos com os Aryan White Machie, que alguns países europeus consideram uma organização terrorista e que tem raízes no grupo neonazi Blood & Honor.

C/DN.PT

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