Dia Mundial de Meteorologia: INMG alerta para perdas humanas devido à eventos climáticos

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O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica alerta que cada cidadão deve consciencializar que secas, eventos climáticos de início lento, custaram e podem custar milhões de vidas. Prova disso é que seca severas já causaram quase 680 mil mortes, no período de 1970 a 2012, diz o INMG, numa mensagem alusiva ao Dia Mundial de Meteorologia, que este ano tem como tema “Prontos para o tempo, preparados para o clima”.

Conforme o INMG, na nossa era foram batidos vários recordes relacionados com o tempo, nomeadamente a concentração de CO2 que supera 400 ppm (partes por milhão), a mais alta em três milhões de anos. Outro recorde é a elevação das temperaturas nos últimos anos, fazendo com que 2016 e 2017 se tornassem os anos mais quentes. Em 2016, por exemplo, o fenómeno de El Nino, provocou alterações significativas na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, com profundos efeitos no clima.

Outra mudança, diz o INMG, tem que ver com a temporada dos furacões considerada a mais alta nos tempos actuais, com custos económicos elevadíssimos devidos a efeitos devastadores entre os quais a queda do PIB cai em mais de 100% em vários pontos do planeta e com um custo mundial ultrapassa 30 mil milhões de contos. Para este Instituto, a tendência crescente de aquecimento tem causado fenómenos atmosféricos que afectam cada vez mais a economia dos países e o fracasso de resolver esses problemas tem um forte impacto na economia mundial, na segurança hídrica e na alimentação.

Outro problema é o estresse hídrico causado essencialmente pelas mudanças climáticas e pela urbanização. Por isso o instituto defende que à medida que a população global cresce e a demanda pela água aumenta, é essencial gerir de maneira efetiva e sustentável os nossos recursos hídricos limitados. A isso somam-se também as inundações costeiras, que são uma ameaça crescente para as vidas e meios de vida das pessoas, que vivem em áreas costeiras baixas e altamente povoadas.

A gestão desse risco representa um grande desafio para os cientistas – meteorologistas, hidrólogos e oceanógrafos – formuladores de políticas, gestão de emergências e para o planeamento costeiro. Os sistemas operacionais para previsão e alerta de inundação costeira integrada fornecem uma base objectiva para a gestão de desastres costeiros (inundações) que reduzem perdas de vida, meios de subsistência e propriedades, e aumentam a resiliência (capacidade de lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas) e sustentabilidade em comunidades costeiras conscientes do clima, inteligentes em relação ao clima”, defende.

Entretanto, esta entidade lembra que registos de impacto de enchentes mostram que o número de mortes por enchentes está diminuindo, em parte graças aos alertas antecipados. Já as perdas económicas continuam a aumentar, estimuladas pela falta de atenção à prevenção, crescimento económico e falta de planeamento do uso da terra sensível à inundação.

Segundo o INMG os desastres naturais implicam a adaptação ao clima e a mitigação de seus efeitos. Nesta prepectiva o Instituto Nacional de Metereologia defende que para minimizar esses efeitos do clima e é necessário que haja uma cooperação de todos, com os cidadãos, com o Governo e especialmente com o Banco Mundial, PNUD, Organizações Unidas para a alimentação, FAO (agricultura), OMS, o Fundo Verde para o clima e ONGs. Para, além disso, ter um Serviço de Alerta Precoce dos serviços climáticos e hidrológicos, uma melhor maneira de adaptação às mudanças climática, aplicar o acordo de Paris para conter o aquecimento global e o acordo de Sendai para a Redução do Risco de Desastres.

Carina David

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