El Passo e Dayton recebem Trump com frieza

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O Presidente dos EUA, Donald Trump visita esta quarta-feira as cidades de El Paso e Dayton, onde no fim-de-semana dois atiradores mataram 31 pessoas. Mas, ao contrário das recepções calorosas normalmente reservadas aos presidentes, Trump deverá ser recebido com frieza.

O presidente da câmara de El Paso, um republicano, fez questão de dizer que vai receber o Presidente dos EUA porque esse é o ser “dever formal”. Já a mayor de Dayton, uma democrata, foi mais longe e encorajou os habitantes a protestarem contra a visita. Em causa está a acusação de que as declarações do Presidente Donald Trump sobre imigração – durante a campanha eleitoral e desde que chegou à Casa Branca – têm alimentado um clima de racismo e encorajado os supremacistas brancos.

Em declarações aos jornalistas antes de seguir viagem para a primeira paragem do dia, em Dayton, Trump disse que, no seu entender, o seu discurso público “não tem impacto no país”. Quanto à pressão de sectores da sociedade para que as leis de acesso às armas sejam alteradas, admitiu apoiar iniciativas para reforçar o sistema de controlo prévio dos compradores, com objectivo de dificultar o acesso a “pessoas com perturbações mentais”.

Mas afastou a possibilidade de se proibir a venda ao grande público de espingardas semiautomáticas como as que costuma ser utilizadas em ataques como os do passado fim-de-semana. Segundo Trump, não existe no país “apetite político” para fazer essa alteração à lei – referindo-se ao desacordo de anos no Congresso entre Democratas e Republicanos.

O suspeito do ataque em El Passo, identificado como Patrick Wood Crusius, de 21 anos, publicou um manifesto anti-imigração no site8chan, onde fala numa “invasão hispânica” nos EUA – um termo usado várias vezes pelo Presidente Trump para se referir à chegada de imigrantes da América Central, em caravana, à fronteira dos EUA com o México.

C/Publico

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