Emprofac assegura fornecimento de medicamentos sem “sobressaltos” na região Norte

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A Emprofac tem estado a garantir o abastecimento regular da região Norte de Cabo Verde em medicamentos sem sobressaltos. Quem o diz é Leila Miranda, Coordenadora Operacional de Barlavento, à margem da feira de saúde promovida este Sábado na cidade do Mindelo por essa empresa de produção de remédios. Segundo Miranda, ultimamente não tem havido reclamações dos utentes e médicos sobre a escassez de produtos no mercado, fruto de uma planificação mais rigorosa adoptada pela Emprofac. “Além disso estamos instalados num novo edifício apetrechado com um bom espaço de armazenagem”, realça Miranda, acrescentando que, quando falta algum fármaco no mercado, a empresa passa rapidamente a informação à Ordem dos Médicos e às farmácias e indica o substituto que tem em stock.   

“Estamos satisfeitas com o trabalho desenvolvido e continuamos a fazer um esforço para melhorar ainda mais o nosso serviço”, garante a responsável da Emprofac na região de Barlavento, que se mostrou também agradada com o nível de adesão dos mindelenses à feira da Saúde realizada na Praça Dom Luís, a primeira actividade do género feita em S. Vicente por iniciativa da empresa.

Dedicado ao dia mundial da saúde e da actividade física, o evento reuniu no mesmo espaço a Emprofac, a Associação de Diabéticos de S. Vicente, Farmácias, a Liga de Luta Contra o Cancro, a Cruz Vermelha, a Uni-Mindelo e o Ginásio Gorh, todos sintonizados num mesmo propósito: ajudar e estimular a população a cuidar melhor do seu estado físico e mental. Além do despiste de glicémia e da medicação da tensão arterial, os interessados puderam participar numa aula de aeróbica ao ar livre. “Vim porque gosto de praticar desporto e de apoiar boas causas. Acredito que este tipo de iniciativa acaba por ter uma influência positiva nas pessoas e devemos ter em vista que há cada vez mais gente com depressão, colesterol alto e jovens dependentes do álcool”, frisa Fatinha do Rosário, no término da aula de ginástica.

A feira foi aproveitada pela Emprofac para alerta a população para a problemática da automedicação e suas consequências. Segundo a farmacêutica Irene Lizardo, muita gente tem a mania de tomar remédios sem a devida prescrição médica, um erro que pode custar caro. “A lógica é esta: tenho um medicamento e repasso-o aos filhos e amigos. É preciso consciencializar as pessoas que quando uma medicação é prescrita a uma pessoa não serve para toda a gente. Mesmo que outra pessoa tenha os mesmos sintomas não deve tomar a medicação porque os sintomas não são específicos de uma única doença”, enfatiza Lizardo, que se mostra também preocupada com a existência de um mercado paralelo de venda de fármacos. Isto é pessoas que resolvem vender comprimidos na rua sem fiscalização, como se entendessem da matéria. A farmacêutica chama a atenção para os riscos associados a essa prática, nomeadamente o facto de não haver quaisquer tipos de informação sobre os medicamentos e as suspeitas sobre o estado de conservação dos mesmos.

Refira-se que no espaço de dez dias já houve três feiras de saúde na ilha de S. Vicente: uma na Ribeira Bote, uma na Rua de Lisboa e esta agora na Praça Dom Luís.

 

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