Enapor, uma patrocinadora “diamante” do Carnaval

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A Enapor tem investido todos os anos milhares de contos no Carnaval de Cabo Verde, especialmente em S. Vicente, o que faz da empresa da administração portuária um dos maiores ou senão a principal patrocinadora da festa dos mascarados a nível nacional. Dados revelados pela administração da Enapor revelam que a ajuda anual disponibilizada aos grupos oficiais e de animação, e ainda às autarquias, chega a atingir, em média, os 10 milhões de escudos. Um montante considerável, mas que passa muitas vezes despercebido aos foliões, tal é a discrição que a empresa normalmente assume no tocante à sua intervenção naquela que é a maior manifestação popular de S. Vicente e de Cabo Verde.
Esse financiamento advém de montantes em dinheiro atribuídos pela empresa, mas fundamentalmente da disponibilização de atrelados, tractores, ferramentas e até de condutores para os desfiles. “Este apoio, apesar de interferir muitas vezes com a vida dos diversos portos, é visto com bons olhos por parte dos seus técnicos, por que se está a apoiar a comunidade numa actividade muito apreciada por todos”, realça Gilson Vargas, para quem é preciso consciencializar o público e as próprias autarquias para o papel que a Enapor desempenha na festa do Rei Momo.
S. Vicente é a ilha que, conforme Vargas, mais tem usufruído dos apoios concedidos. As estimativas da empresa apontam para uma ajuda em torno de 10.500 contos para o Carnaval deste ano, na cidade do Mindelo. A maior fatia (9.869 contos) provém da cedência gratuita de equipamentos aos grupos durante mais de um mês. Se o aluguer dos materiais fosse facturado, os grupos pura e simplesmente não teriam como pagar. Além disso, a Enapor entregou à volta de seiscentos mil escudos em dinheiro às agremiações mindelenses, num total de 1.150 contos que inclui ainda os grupos de S. Nicolau e do Sal.
A intervenção da Enapor no Carnaval é histórica e as estatísticas da empresa mostram que os patrocínios dos últimos cinco anos ultrapassam os 60 mil contos, a nível nacional. Em 2014, essa ajuda atingiu o topo: nada menos que 18.500 contos.

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