Eu acredito!

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Por Nelson Faria

Jonh Lennon imaginou, Mathin Luther King Jr. sonhou, eu, na minha escala, acredito!

Acredito num país por inteiro, onde todos valem e contribuem para a justiça, igualdade e harmonia de Cabo Verde.

Acredito num país onde o poder e a força dos cidadãos, em democracia, irão sobrepor-se à partidarização excessiva de tudo diz respeito à vida social.

Acredito que os partidos vão mudar do paradigma corporativista para o de real serviço público, um paradigma colectivista.

Acredito que a juventude irá lutar pelas causas do seu futuro e pela sua real independência, em vez do desinteresse nas causas maiores e valorização de prazeres menores.

Acredito nos Homens de bem, nos cabo-verdianos de todas as ilhas, capazes de verem os outros como irmãos, sem estereótipos e preconceitos.

Acredito num país em que todos têm igualdade de oportunidades, independentemente da naturalidade ou do sítio em que escolheram para viver.

Acredito num país que sabe priorizar a utilização dos parcos recursos que dispõe e sabe reparti-los de acordo com as necessidades de cada um, numa visão e estratégia de desenvolvimento que abarque todos.

Acredito numa visão de desenvolvimento consensual que ponha o país em primeiro lugar, resistente as mudanças governativas e outros interesses particulares.

Acredito em consensos entre as forças governativas e a sociedade que governam.

Acredito numa cultura florescente que valoriza cada acto, cada gesto cultural, cada artista, cada evento, independentemente da sua origem no arquipélago.

Acredito numa comunicação social isenta, independente, orientada para o serviço público de qualidade sem mordaças e trelas.

Acredito na despartidarização do Estado, na desburocratização da vida cidadã, num serviço público de excelência.

Acredito que as ilhas serão ligadas entre si, preferencialmente por mar, de forma regular, de modo a que todos possamos conhece-las por inteiro, quer terra, quer mar.

Acredito que a juventude partidária saberá absorver os ensinamentos e a experiência dos mais vividos, sem acolher da mesma forma os vícios.

Acredito nos cidadãos conscientes dos direitos e deveres que sabem decidir a quem confiar a hora de ser eleito para o serviço público.

Acredito numa sociedade civil interventiva, sempre que se justificar, para corrigir e ajustar desvios do poder representativo sem que este o tente inibir.

Acredito que é possível combater as desigualdades, a pobreza e a exclusão dos cidadãos das ilhas.

Acredito que um dia ninguém tenha-se de “se vender” para satisfazer necessidades e concretizar sonhos.

Acredito num país descentralizado e com autonomia nas ilhas, onde todos valem e são tratados da mesma forma. Onde cada cidadão pode ser feliz vivendo onde escolheu, junto da sua família. Onde cada decisão é célere, oportuna, ajustada e útil a comunidade que serve.

Acredito que é possível recuperar valores perdidos e que estes estarão presentes em todos os aspectos da vida familiar e social, mormente nas organizações sociais e políticas.

Acredito nos democratas que sabem ouvir a população responder aos seus anseios.

Acredito na humildade de quem serve em detrimento da arrogância predominante.

Acredito que a cultura do medo e da perseguição nunca mais farão escola no país.

Acredito na valorização do mérito, do esforço e da capacidade de cada cabo-verdiano.

Acredito num país que sabe lidar e integrar as comunidades e o mundo com que se relaciona.

Acredito num país que sabe valorizar os seus cidadãos que residem fora do território nacional. Sabe trata-los com morabeza e afecto, que propicie condições para que contribuam para o desenvolvimento das ilhas.

Acredito na ilha que amo, São Vicente, e no país que adoro, Cabo Verde!

Muitos já me disseram que é ingenuidade a mais nesta realidade. Pode ser… mas “tudo é impossível até ser feito.” Eu acredito que a cidadania, a juventude, os Homens de bem, estejam eles onde estiverem, vão conseguir mudar esta realidade para que a minha ingenuidade e o acreditar se tornem conquistas.

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