Faleceu Cubilas, o activista defensor de Soncent

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A notícia “gelou” o Carnaval a muita gente. Anildo “Cubilas” dos Reis faleceu esta tarde na Holanda, onde estava de férias e prestes a regressar à cidade do Mindelo, a tempo de acompanhar a festa do Rei Momo. Só que uma infecção pulmonar atrapalhou-lhe os planos e, quando menos se esperava, Cubilas sucumbiu.

Já na rua de Lisboa, em pleno ambiente festeiro, algumas pessoas ficaram a saber da “triste notícia”, mas muitos não quiseram acreditar. Seria entrudo?! Nada disso, até porque seria uma brincadeira de mau gosto. A verdade é que esse homem de corpo e espírito jovem desapareceu do convívio dos familiares, amigos e da sua estimada ilha de S. Vicente, assim, de repente. “Cubilas estava na casa de cinquenta, mas tinha uma aptidão e aspecto físico de um jovem porque ele praticava desporto constantemente”, comenta Salvador Mascarenhas, activista e colega do malogrado, para quem S. Vicente e o movimento Sokols perderam um activista singular.

Na verdade, Cubilas era um indivíduo declaradamente insatisfeito com a situação socioeconómica de S. Vicente e estava na linha da frente das iniciativas de Sokolss 2017. Além de ter percorrido as achadas para mobilizar simpatizantes para as duas manifestações organizadas pelo grupo na cidade do Mindelo, costumava disponibilizar os seus carros de distribuição sonora e o palco móvel para os eventos. “Vamos fazer-lhe a devida homenagem, assim que acertarmos os detalhes com os familiares. Tudo indica que o seu funeral será aqui em S. Vicente, mas não sabemos quando”, diz Mascarenhas.

Ex-futebolista profissional, Cubilas acabou por ganhar uma certa popularidade enquanto fundador e dono do Super Som, a primeira empresa especializada em S. Vicente na área da sonorização de palco. Homem dinâmico, era conhecido também pela sua frontalidade. Assumiu publicamente uma guerra aberta com a Câmara de S. Vicente, mas também com o sistema político centralista. Aliás, ele esteve na linha da frente quando alguns elementos do Sokols barraram caminho à delegação do Primeiro-ministro Ulisses Correia, na estrada de S. Pedro. É muito provável que tenha arranjado alguns inimigos, mas é certo que tinha também muitos amigos. E isto está claro nas mensagens de pesares escritas no seu perfil no Facebook. A nossa redacção tentou, mas foi impossivel entrar em contacto com  familiares do malogrado.

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