10 alunos na final do concurso regional de Leitura Infantil nas escolas

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Dez alunos do ensino básico de São Vicente participam na segunda-feira, 16, na final regional concurso de “Leitura Infantil” nas escolas, evento que envolveu cerca de uma centena de discentes do 5º e 6º ano de escolaridade. Incentivar o gosto pela leitura é um dos objectivos preconizados com este concurso, que vai premiar os melhores da ilha.

A delegada da Educação, Maria Helena Andrade, explica que as fase eliminatórias iniciaram em Abril última, primeiro a nível de cada escola e, mais tarde, dos agrupamentos escolares da ilha. “Chegamos agora a fase final a nível do concelho. Temos 10 agrupamentos escolares, sendo que cada um elegeu um representante para esta fase”, refere a entrevistada, realçando a participação neste concurso de cerca de uma centena de alunos.

Todos os trabalhos foram avaliados por um júri, constituído por alunos de língua portuguesa, que tiveram em conta a oralidade, a expressão e a qualidade dos textos apresentados. “Vamos é premiar estes alunos, mas o propósito maior é criar e incentivar o gosto pela leitura. Também pretendemos fazer um trabalho a nível científico com os alunos finalistas. Queremos explorar as capacidades e despertar outros alunos para a leitura.”

Para materializar este projecto, o Ministério da Educação contou com alto patrocínio da Enapor, que abraçou a iniciativa desde a primeira hora, segundo Maria Helena Andrade.

Parlamento Infantil

A par deste concurso, o ME realiza na terça-feira, 17, uma simulação do Parlamento Infantil na Câmara Municipal de São Vicente. Trata-se de uma iniciativa que visa preparar as crianças para a sessão de 22 de Junho, que será uma réplica do Parlamento Infantil realizado na cidade da Praia no ano passado.

“Temos vindo a realizar uma série de tertúlias nas escolas de São Vicente, sendo que cada uma já tem o seu Comité Infanto-Juvenil e o Comité de Protecção Infantil. São iniciativas que surgem da necessidade de se reforçar as políticas de protecção das crianças no contexto escolar e não só. O ME está a empoderar as crianças de São Vicente para que possam lutar por seus direitos e deveres”.

Um outro objectivo preconizado, de acordo com Maria Helena Andrade, é criar nestas crianças uma capacidade de resposta e de argumentos para lutar por aquilo que querem. “Queremos que as nossas crianças sejam mais dinâmicas e activas por forma a alcançar aquilo que convencionou-se chamar a Educação pelos Pares, que nada mais é do que educar-se mutuamente”.

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