Frescomar diz que corte de barba é “para cumprir normas básicas de higiene”

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A Frescomar – Ubago Grupo esclarece, na sua página nas redes sociais, que a exigência de corte de barba aos seus funcionários, é para cumprir as normas básicas de higiene e com os regulamentos nacionais e internacionais, designadamente da União Europeia e da FDA – Agência Federal do departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Estes se aplicam, realça, aos processadores e embaladores de alimentos.

O adjunto do Presidente do Conselho de Administração, Manuel Monteiro, explica que o objectivo desta instrução técnica é resumir, de forma sensível e acessível, as normas básicas de comportamento para todo o pessoal para que tomem consciência de que trabalham com produtos alimentícios, destinados ao consumo humano. “Tal obriga a uma aperfeiçoada elaboração dos mesmos, já que a não ser assim, a empresa pode ser responsável de causar algum tipo de problema aos consumidores, pondo em perigo sua saúde e a estabilidade da Frescomar SA – Grupo Ubago”, lê-se.

Neste sentido, todos os trabalhadores contratados recebem uma formação sobre as regras de boas práticas de higiene, sendo que nos últimos tempos também é-lhes entregue uma cópia do mesmo documento. “O regulamento exige, na parte higiene pessoal, boa apresentação, asseio corporal, mãos limpas, unhas curtas, sem esmalte, sem adornos – anéis, pulseiras, brincos, etc – manipuladores barbeados e com os cabelos protegidos”, prossegue.

O objectivo, para além de cumprir os requisitos da defesa alimentaria (Food Defense) e as exigências dos principais mercados para os quais a empresa exporta, União Europeia e Estados Unidos, é proteger a empresa da ameaça real da contaminação dos alimentos, isto é, evitar sabotagem que levaria a uma paralisação total ou parcial das actividades.

“A defesa alimentaria consiste em desenvolver e implantar medidas para reduzir a possibilidade de fornecimento de alimentos contaminados”, explica, lembrando que o Regulamento Interno de Trabalho da Frescomar foi aprovado pela Direcção Geral do trabalho e que este prevê, em uma das suas alíneas que é obrigatório estar asseado/a e barbeado.

Em suma, todos os trabalhadores têm conhecimento desta prática, mas alguns ainda resistem em cumpri-las. “Temos relatórios de auditorias, que recebemos anualmente de clientes e certificações de autoridades competentes, que exigem asseio pessoal dos trabalhadores: mãos limpas, unhas curtas, sem esmalte, sem adornos (anéis, pulseiras, brincos, etc.) e maquilhagem, cabelos presos e protegidos por redes, toucas ou outro acessório apropriado para esse fim, não sendo permitido o uso de barba”, conclui.

Constânça de Pina

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