George Pell, ex-número dois do Vaticano, condenado a seis anos por abuso sexual de menores

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O cardeal australiano George Pell foi esta quarta-feira condenado a seis anos de prisão por abuso sexual de dois rapazes do coro numa catedral em Melbourne, na Austrália, há mais de 20 anos. O juiz Peter Kidd, do Tribunal de Comarca de Victoria, em Melbourne, ordenou que George Pell, 77 anos, cumpra um mínimo de três anos e oito meses de prisão antes de ser elegível para sair em liberdade condicional. O juiz declarou que, para a sentença, teve em conta os “crimes hediondos” cometidos por Pell, mas também a sua idade avançada e o facto de “ter levado uma vida irrepreensível”.

O cardeal George Pell, que enfrentava uma pena de prisão que podia chegar aos 50 anos, negou as acusações e já anunciou que vai recorrer da sua condenação em junho. George Pell é o clérigo com o cargo mais elevado de sempre no Vaticano a ser condenado por abuso sexual de menores, tendo desempenhado funções de conselheiro económico do papa Francisco e de ministro da Economia do Vaticano.

O júri condenou o clérigo por pedofilia, considerando-o culpado de ter abusado de dois rapazes de 13 anos, que pertenciam ao coro da igreja, e que foram apanhados pelo cardeal a beber vinho sacramental numa sala nas traseiras da catedral St. Patrick, em Melbourne, quando era arcebispo. Os abusos terão decorrido na sequência desse momento, na década de 1990.

O tribunal, que apenas ouviu uma das vítimas, uma vez que a outra morreu há alguns anos, considerou provado que o cardeal forçou os rapazes a atos indecentes.

C/Dn.pt

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