Governo contesta tratamento dado pela imprensa aos dados sobre o desemprego

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O ministério da Economia e Emprego contestou o tratamento aos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística sobre o desemprego em Cabo Verde, informações essas que colocam S. Vicente como o terceiro município com a maior taxa de desempregados, com 16,2 por cento. Em primeiro lugar aparece a cidade da Praia com 22%, seguida de Santa Catarina com 19 por cento. Em nota, a tutela do Emprego alega que o mesmo estudo indica que foram criados 15.240 postos de trabalho, por isso estranha por que motivo a comunicação social e algumas pessoas insistem em usar o item desemprego, preferindo “ver o copo meio vazio e não meio cheio”.

Para o Governo, é manifestamente incorrecta a leitura dos dados estatísticos do INE, quando se diz que, em comparação a 2016, a taxa de desemprego aumentou para 15% em Cabo Verde, com quase menos 10 mil postos de trabalho em relação a 2015.  “Para que esta afirmação bombástica fosse correcta, o número de emprego em 2015 teria de ser de 25.240 e não de 11.654, conforme os dados apresentados pelo INE”, diz.

Esclarece o ministro José Gonçalves que havia 36.955 desempregados em Cabo Verde (14,98%) em 2016 e 27.599 (12,4%) em 2015. Ou seja, a diferença é de 9.356 desempregados, o que corresponde a um aumento de 2,58 por cento. Em termos concretos, os investidores contribuiram para o crescimento de 15.240 empregos, em 2016, e 18.443 trabalhadores antes sem esperança saíram de entre os inactivos e passaram a procurar emprego, contra apenas 1.319, em 2015.

O membro do Executivo vai ainda mais além para lembrar que a “estatística é uma ciência social das mais exactas, estribada na matematica, cuja interpretação é uma arte que deve ser fidedigna”. Por isso, diz o governante, pouca gente tem capacidade para saber interpretar correctamente esses dados. Acrescenta no entanto que não é admissível que sejam feitas interpretações incorrectas para se fomentar jornalismo sensacionalista.

Relembre-se que Ulisses Correia e Silva prometeu nas campanhas criar á volta de 9 mil empregos por ano. Até ao final do mandato, o Executivo do MpD planeia alcançar um total de 45 mil novos postos de trabalho em Cabo Verde, meta que muita gente vê com sérias desconfianças.

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