Honra ao Derby, parabéns Mindelense!

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Por Nelson Faria

Há muito que não se via o “Adérito Sena” lotado num jogo do regional, sem espaço para formiguinhas quanto mais para moscas. São Vicente com metade da sua população, porque a outra metade foi para Santo Antão, em hora de jogo do Benfica, clube da maioria, abarrotou o estádio. Nunca tinha visto isto acontecer nestas circunstâncias. O jogo era decisivo, uma autêntica final, na última jornada, duas equipas invictas, separadas por dois pontos. Por isso, o grande vencedor foi também o público que não deixou os seus olhos por olhos alheios e compareceu. Meus Parabéns! Que se repita mais vezes, o nosso futebol precisa. De registo também a grande representação da Bela Vista dentro e fora de campo, afinal o DNA ainda está lá.

O Derby, com um plantel de excelentes atletas, fez um campeonato irrepreensível, com uma excelente qualidade de jogo, seguro e confiante, excepto nas ultimas duas jornadas. Se ganhasse seria de todo justo e merecido. Fez por isso. Merece as honras e o reconhecimento de um vencido que fez por vencer. Compreendendo a frustração final causada pela decisão de uma equipa de arbitragem corajosa, afinal marcar três penaltys, existentes, num jogo daqueles é de Homem. Não compreendo os excessos de atletas muito jovens que tem uma carreira pela frente e, quiçá, podem almejar outros voos. Como disse aos meus, visto e revisto em imagens de vídeo, até o VAR foi utilizado nas bancadas, o erro do árbitro esteve em assinalar o canto, porque o penaty, de facto, existe. O Derby merece o nosso aplauso pela excelente temporada, por isso creio que, com a cabeça fria, saberão analisar a época, os grandes feitos, os méritos e os detalhes que levaram as vitórias e a derrota final.

O Mindelense, apesar do plantel aparentar ser o mais frágil dos últimos anos, para os mais desatentos, ganhou o torneio de abertura, esteve invencível e regular ao longo da época. Dignificou o clube, defendeu o seu estatuto e nas decisões não tremeu. Mérito absoluto na conquista, que muitos consideram ter sido sorte. Já foi dito e repito: “a sorte dá um trabalho do caraças”. O Mindelense teve a sorte de quem trabalhou, de quem lutou e acreditou até ao fim. Os jogos só acabam quando o árbitro soa o último apito e quando apitou o Mindelense ganhou. Parabéns campeão! Parabéns aos dirigentes, a equipa técnica, em especial ao treinador Rui Leite, aos atletas, em especial a grande voz de comando, o líder, “o capitão” Nando e ao miúdo, frio e letal, Papalelé.

Passado isto, é chegada a hora do nosso campeão, o Mindelense continuar a caminhada de representação digna de São Vicente, como tem feito sempre, com ou sem chaves nos estádios alheios. É chegada a hora do campeonato nacional. Acima de tudo dois desejos: que São Vicente se una, como sempre, a volta do seu representante máximo e que o Mindelense continue esta trajectória invencível no Nacional, se possível, conquistando o título. Espero igualmente que não haja polémicas extrajogo, que não faltem chaves em nenhum estádio e que não existam arranjos para beneficiar ou prejudicar nenhum clube. Que seja só futebol jogado em campo, que vença o melhor e o que o melhor seja o maior clube de Cabo Verde: Mindelense!

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1 COMENTÁRIO

  1. Sinceramente, o penalti foi marcado procedente de um pontapé de canto que nunca existiu a favor do mindelense,alias diga se de verdade,o canto foi criado no intuito de beneficiar único e exclusivamente o mindelense e o trio de arbitragem que desde já passará a constar no seu palmarés,claro pela negtiva né,e é assim o futebol que vivemos nos dias de hoje aliado a corrupção,suborno,nepotismoenfimmmmmmmm…..

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