Humanizar o atendimento no HBS é o grande objectivo para 2018

178

Humanizar o atendimento no Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, para dar mais conforto e serviços de qualidade aos utentes, é o grande objectivo da gestão do HBS para 2018. Para isso, diz directora deste hospital central, são várias as iniciativas, programas e projectos em carteira e/ou em curso, que visam melhorar o funcionamento do hospital, sempre com o enfoque de servir os doentes da melhor forma. Ana Margarida Brito cita, como exemplo, a expansão do Banco de Urgência de Adultos, a construção de raiz da nova lavandaria e a organização dos serviços administrativos e clínicos.

A directora alega que, durante a fase da doença, os doentes encontram-se muito fragilizados, pelo que é imprescindível humanizar o seu atendimento. “Fixamos um objectivo que é de melhor atender as pessoas, sobretudo as que precisam de um cuidado mais especializado. O HBS deve priorizar as especialidades: Pediatria, Medicina Interna, Cardiologia, Nefrologia, Cirurgia Geral e várias outras derivações cirúrgicas, e ainda Ginecologia-Obstetrícia. Infelizmente, para além desses, ainda recebemos doentes de atenção primária, que deveriam estar sob a responsabilidade dos centros de saúde. Ou seja, estamos a responder pela atenção primária, secundária e terciária. Assim é impossível prestar um bom atendimento.”

Para resolver este problema, de acordo com Ana Brito, o HBS está a trabalhar, junto com o ministério e todo o Sistema de Saúde, a nível da organização, visando distribuir esta demanda. Isso porque, afirma, a maioria dos utentes que procura os dois Bancos de Urgência do hospital, devia ser atendida na atenção primária. “As pessoas não têm o hábito de procurar os postos de saúde, apesar de trabalharem até as 18 horas, de segunda a sexta-feira, com dois a três médicos em cada posto e de estarem melhores equipados. Queremos que as pessoas percebam que podem ter um bom atendimento nos centros, sem precisarem ficar longas horas à espera como acontece nos bancos de urgência, onde o atendimento é por prioridade”, realça.

A expectativa é de que, quando concluído o projecto de reorganização da Central de Consultas e elaborado o Regulamento Interno de Consultas Externas, contribuam para facilitar o atendimento aos doentes. São dois projectos importantes, que estão atrasados devido a um problema na parte informática, que foi entretanto resolvido graças a oferta de um servidor novo e com maior capacidade. “O programa informático do HBS estava obsoleto. Há mais de dez anos devia ter sido actualizado. Felizmente, conseguimos um servidor novo, oferta de um dos nossos parceiros. Com este novo servidor, estamos a actualizar os programas e a introduzir algumas planilhas, que vão nos ajudar a organizar melhor em relação aos horários, especialidades, consultas externas e a diminuir as gralhas”, perspectiva.

Processo único

O próximo desafio é alargar esta organização a todo o hospital, tanto a nível administrativo como clínico. Com isso, a gestão do hospital espera conseguir ter um processo único para cada utente que demandar o HBS. Assim, quando der entrada no hospital será possível aceder a todos os seus dados, ou seja, saber quantas vezes já esteve no Banco de Urgência, nas Consultas Externas, internada ou quais os tratamentos já fez. “Isso vai nos facilitar muito, tanto a nível administrativo como clinico. Os ganhos vão ser substanciais. Por isso digo que este é o nosso grande projecto para 2018.”

Nesta empreitada, o HBS conta com apoio dos vários parceiros, em especial do Instituto Nacional de Previdência Social. Também a nível dos laboratórios as perspectivas são animadoras, por exemplo, vai evitar a duplicação de análises e de outros exames essenciais. A expectativa é de que os resultados sejam rápidos, até para colmatar muitas das deficiências do hospital, que já sofre com o número reduzido de especialistas. Sobre este particular, Ana Brito admite que existem algumas áreas onde o número de especialistas são críticos. Para colmatar esta falha, a directora defende que o Governo devia oferecer incentivos para estimular médicos de origem cabo-verdiana que são famosos no estrangeiros a virem trabalhar no país.

“Temos uma especialidade que, se não fosse a boa vontade e as vezes um esforço sobre-humano dos profissionais, não conseguiríamos atender a população. Por isso apelamos aos utentes para procurarem os postos e para terem paciência porque estamos a tentar fazer o nosso trabalho da melhor”, lamenta, citando como exemplo os anestesistas que são obrigados a fazer urgências de 24 horas. “São poucos e alguns vão para a reforma em breve. Há outros que estão a entrar na pré-reforma. No caso da pediatria, temos médicos que fazem consultas e urgências de 24 horas. E ainda atendem a neonatalogistas e atendem na enfermaria porque não temos especialistas nesta área. São obrigados a desdobrar”, frisa.

Reforço da segurança

O mais caricato é que ainda são ameaçados por utentes descontentes. Por isso mesmo, de acordo com esta responsável, o hospital decidiu investir na segurança interna, até porque tem recebido várias queixas de roubos dentro doestabelecimento. Por outro lado, vão poder controlar a entrada das pessoas no hospital. “Estamos a reforçar a segurança. Para isso, iniciamos uma parceria com uma empresa de segurança, que já está a prestar serviço nos Bancos de Urgência. Decidimos alargar este serviço também para a entrada do hospital. Os porteiros, que trabalham a largos anos na entrada, foram distribuídos porque o hospital tem muitas entradas. Estamos a melhor a segurança para os doentes e para os funcionários como um todo”.

Para além de toda esta organização interna, Ana Margarida Brito espera que o alargamento do Banco de Urgência de Adulto, cujas obras deverão arrancar em breve, e a entrada em funcionamento da nova lavandaria, ajudem a melhorar o atendimento aos utentes e a humanizar o serviço.

Constânça de Pina

 

 

 

(Visited 228 times, 1 visits today)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here