II conferência anual da OPAC: Madalena Almeida enaltece desempenho dos contabilistas e auditores na credibilidade dos documentos das empresas

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A economista Madalena Almeida considerou essencial a qualidade dos trabalhos dos auditores e contabilistas no reforço tanto da credibilidade dos documentos das empresas e instituições como no nível da confiança dos accionistas, financiadores e potenciais investidores. Segundo Almeida, que discursava na abertura da segunda conferência anual da Ordem Profissional dos Auditores e Contabilistas Certificados (OPAC), a missão desses técnicos é de sumo interesse público pelo que as suas actuações devem ser orientadas pela manutenção de um “elevado nível de qualidade” dos serviços prestados aos clientes. Sem essa postura, entende a presidente da comissão regional da OPAC em S. Vicente, será impossível respeitar os princípios fundamentais da ética que norteiam essa profissão.

“Estou certa que a abordagem dos painéis e a partilha de experiências trazidas pelos oradores vão demonstrar a pertinência do tema desta conferência, a justeza da escolha e traduzir-se-ão em ensinamentos enriquecedores para todos os participantes”, frisou Madalena Almeida, aludindo ao tema-chapéu da conferência da OPAC “Controlo da Qualidade em Contabilidade e Auditoria”, um assunto que para ela é actual e pertinente.

Como reconhece José Mário Sousa, presidente da OPAC, o controlo da qualidade no domínio da contabilidade e auditoria é um tema muito debatido em toda a parte do mundo, pelo impacto directo na vida das empresas, instituições públicas e privadas e na própria sociedade. Deste modo, diz, o objectivo do encontro é ouvir as experiências trazidas por oradores de Portugal, Brasil, Moçambique, Senegal e Ruanda, mas também dos técnicos cabo-verdianos, e que sirvam de mais-valia aos destinatários. A sua expectativa é que a conferência possa contribuir para elevar a cultura da cidadania e o respeito pela prestação de contas. Princípios que, na sua óptica, terão impacto no desenvolvimento das sociedades e das economias.

A escolha de S. Vicente como anfitriã do evento, explica José Sousa, tem a ver com os princípios da alternância, o contributo dado pela cidade do Mindelo ao desenvolvimento da contabilidade e da economia de Cabo Verde, a formação profissional de milhares de contabilistas cabo-verdianos pela Escola Técnica do Mindelo e ainda devido aos ensinamentos deixados por António Canuto, ex-gestor da Shell Cabo Verde.

A ilha de S. Vicente, segundo o autarca Augusto Neves, é depositária de uma longa história no domínio da administração, um legado que a Câmara de S. Vicente tem tentado enriquecer. Segundo Neves, tem sido preocupação da municipalidade mindelense fortalecer a economia da ilha, sempre que pensa e materializa os seus planos. “Temos a consciência dos caminhos percorridos e das nossas fragilidades”, sublinhou Neves, deixando claro que a CMSV tem tentado transformar S. Vicente num centro de grandes eventos culturais como estratégia de dinamização económica.

Kim-Zé Brito

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