Incêndio devastador em Portugal: 62 mortos e 54 feridos confirmados

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Sessenta e duas pessoas já morreram na sequência de um incêndio devastador que está a consumir a zona florestal de Pedrogão, em Portugal. Boa parte das vítimas morreu dentro de casa e nos carros e o balanço provisório indica ainda que 54 pessoas estão internadas, algumas com quadro clínico reservado. O próprio ministro português da Saúde admitiu a possibilidade de o número de vítimas mortais aumentar, após visitar os centros hospitalares.

O incêndio, que teve causa natural, continua fora de controlo dos corpos de bombeiros. Temperaturas elevadas trovoadas secas estarão na origem das chamas, que foram detectadas por volta das três da tarde de Sábado em Escalos Fundeiros.

Conforme o jornal Público, o número de vítimas tem vindo a crescer. O primeiro balanço apontava para 24 mortos confirmados no período desta manhã de Domingo, depois subiu para 25, minutos depois eram 58 e agora são 62 as pessoas falecidas na sequência desta catástrofe. Pelo menos 30 delas morreram dentro das viaturas ou foram apanhadas pelas chamas quando estavam perto dos carros, na estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Três outras pessoas faleceram por inalação de fumos, junto a um cemitério.

As autoridades estão a afastar qualquer possibilidade de mão criminosa. O próprio director da Polícia Judiciária portuguesa disse à imprensa que tudo aconteceu por causa das chamadas trovoadas secas. “A PJ, em perfeita articulação com a GNR, conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Inclusive, encontrámos a árvore que foi atingida por um raio”, disse Almeida Rodrigues.

O Presidente português Marcelo Rebelo de Sousa foi a Pedrógão Grande, onde, além de deixar uma “palavra de ânimo, de solidariedade, de confiança e de conforto” defendeu a actuação da Protecção Civil. “O que se fez foi o máximo que era possível. Não era possível fazer mais”, disse o PR luso, acrescentando que os bombeiros foram “verdadeiros heróis”.

Este é considerado o incêndio mais mortífero dos últimos anos em Portugal. A situação é caótica e não é o único foco activo neste momento no país. A própria Protecção Civil adianta que não conseguiu reforçar os meios de combate a essas chamas por causa do número de incêndios em todo o país: 156 focos activos. Toda a imprensa portuguesa está com as antenas ligadas a seguir em directo o desenvolvimento desse acontecimento.

C/ Agências

Foto: observador.pt

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