Irlando Ferreira lamenta: Prémios Kakoi anunciados no CNAD e não na Rua de Lisboa

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Os prémios do Carnaval espontâneo em São Vicente continuam com dificuldades para serem anunciados no palco principal da Rua de Lisboa. Apesar de a divulgação dos prémios do desfile oficial e dos grupos de animação acontecer na quarta-feira e à mesma hora, o Centro Nacional de Artesanato, segundo o director Irlando Ferreira, ainda não conseguiu atingir esse objectivo, apesar dos esforços.

“Tentamos, mas não houve abertura da Câmara Municipal de São Vicente para que a entrega do prémio Kakoi acontecesse no palco principal. Desconhecemos as razões, mas suponho que o motivo esteja relacionado com a organização do evento”, afirma o responsável do CNAD.

Esta “divisão” continuar a acontecer mesmo depois de o ministro da Cultura, Abraão Vicente, ter defendido a necessidade de se olhar o Carnaval no seu todo. E Ferreira concorda que deve haver uma consciencialização neste sentido.

Após a premiação na Rua de Lisboa, foi improvisado um palco em frente ao CNAD para a atribuição de quatro prémios aos grupos de animação e três a nível individual, pela forma como brincaram o Entrudo nas ruas da Morada. A Luta contra a VBG, tema escolhido pelo grupo “Dance Dolls”, foi a vencedora na categoria grupo, tendo levado para casa quarenta mil escudos. O segundo lugar coube ao “Meio-avião TACG”, premiado com trinta mil escudos. O terceiro e quarto lugar foram para “Rolls Rolls do Madeiralzim”, que recebeu vinte mil, e o “Papa de midje k’leite”, que teve direito a dez mil escudos.

Já na categoria individual, “Sacrifício de vida” foi compensado com o primeiro lugar (20 mil escudos), seguido por “Blimunde” e “Katxupada”, que mereceram o segundo e terceiro lugares, cabendo-lhes as quantias de 10 e cinco contos.

O prémio que leva o carimbo Kakoi, homem que marcou gerações e se destacava no carnaval do Mindelo com a sua fantasia de Índio norte-americano, foi criado para homenagear a espontaneidade do povo. Para Irlando Ferreira, essa figura precisa ser valorizada, para não ser esquecida.

Além dos 135 mil escudos destinados a todos os prémios oferecidos pelo Ministério da Cultura, os vencedores receberam um troféu feito pelo artesão Albertino Silva.

Sidneia Newton (Estagiária)

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1 COMENTÁRIO

  1. Vamos Câmara de S.Vicente. Acorda!! Tente impressionar-nos um pouco mais!! Reaja, faça alguma coisa em partilha. Ninguém compreende a não inclusão do prémio Cacói na rua de lisboa. Também ninguém compreende a vossa lentidão em rudo o que é resposta para o bem da iha. Trata-se também da vossa ilha gente!!!!

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