Jornadas portuárias da Enapor no Porto Novo: Dívida dos clientes debatida

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A situação das dívidas dos clientes da Enapor será um dos pontos hoje em análise nas jornadas portuárias que a empresa está a realizar na cidade do Porto Novo desde ontem. Embora os dados sejam confidenciais, Gilson Vargas, responsável pela apresentação do tema “política de crédito e gestão de cobranças”, garante que as entidades públicas são as principais incumpridoras, um quadro que, a seu ver, poderá ser normalizado em breve.

Para este segundo dia do “retiro” das chefias da Enapor está prevista a apresentação de um estudo sobre os centros logísticos e considerado um instrumento fundamental para todas as estruturas portuárias do país. Outro assunto alvo de atenção tem a ver com o papel desempenhado pela Enapor enquanto concessionária geral de portos, marinas, estaleiros navais e terminais, responsabilidade que a empresa passou a assumir em 2015.

Ontem, arranque das jornadas, os responsáveis da Enapor debruçaram-se sobre o plano de segurança dos portos – em particular os três de categoria internacional, certificados com o Código ISPS -, a política e estratégia de comunicação interna e com o mercado, o uso das novas tecnologias e apurado o balanço global da Enapor em 2017.

Segundo Jorge Maurício, PCA da Enapor, a empresa registou um crescimento em torno de 12,6 por cento, o que  “é excelente em termos portuários”. “Batemos todos os recordes e com um crescimento sustentável. Pensamos que o ano 2018 será melhor, isto fruto de um trabalho bem orientado e um modelo de gestão definido, mas também do engajamento de toda a equipa”, frisou Maurício em declarações à RTC na ilha de Santo Antão, deixando claro que a empresa não visa neste momento apenas ganhos financeiros, mas também dar respostas adequadas e urgentes às necessidades dos clientes.

Este é o segundo encontro com o mesmo teor realizado pela Enapor. O primeiro decorreu no ano passado na ilha do Sal, sob o lema “Enapor – do tradicional ao moderno”. Desta vez, as jornadas portuárias acontecem sob o chapéu “Enapor – uma empresa dinâmica e inovadora” e o objectivo é desconcentrar as suas actividades numa lógica de proximidade com os clientes espalhados pelo arquipélago.

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