José Ribeiro: “Queremos que os documentários do CPLP sejam grandes embaixadores da comunidade ”

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Os documentários produzidos na terceira edição do programa “Doc TV CPLP” devem ser os grandes embaixadores da comunidade lusófona. Esta é a visão de José Pedro Ribeiro, coordenador geral da Unidade Técnica do Programa Audiovisual da CPLP, que está a ministrar um formação para 12 pessoas no Centro Nacional de Artes e Design, na cidade do Mindelo.

Segundo José Ribeiro, nesta 3ª edição do “Doc TV CPLP” decidiram dar cursos para a comunidade audiovisual dos nove países de língua portuguesa e a todos aqueles que pretendem concorrer com projectos. As inscrições acontecem até 6 de Abril. A organização pretende divulgar o programa para aumentar o número de concorrentes e, desta forma, ter mais qualidade nos projectos apresentados.

Queremos aumentar o número de concorrentes para que haja um aumento da qualidade do projecto ganhador, porque é a concorrência que vai fazer com que haja mais cuidado na elaboração do projecto. E com isso dificultar o trabalho do júri. Não é que estejamos incomodados com o concurso anterior, pelo contrário, teve um impacto grande e muito significativo nos nove países, mas acreditamos que é possível aumentar ainda mais a qualidade”, afirma Ribeiro. Conforme esta fonte, uma vez que um dos objectivos do projecto é divulgar a cultura dos nove países da CPLP, pretende-se que os documentários sejam também embaixadores da cultura dessa grande comunidade.

Concluído o prazo de inscrição haverá uma comissão de júri internacional, composto por cinco personalidades da cultura, que irá analisar todos os projectos recebidos. O veredicto será divulgado no dia 9 de Maio. A ideia é produzir nove documentários, que representam cada país de língua portuguesa e fazer com que esses filmes sejam apresentados nas televisões públicas da CPLP. “Pensamos e temos a certeza que é um programa com uma projecção muito importante, uma vez que estamos a atribuir um apoio financeiro de 50 mil Euros a cada um dos projectos ganhadores. Também os vencedores (realizador e produtor) de cada país vão participar numa formação”, completa.

Conforme João Ribeiro, em São Vicente participaram 12 formandos e em Bissau 22. Ao longo do Programa Audiovisual dos Países de Língua Portuguesa já contam com 50 pessoas formadas, mas ainda terão de ir a outros destinos. Esclarece no entanto que o importante não é falar na despesa que isso tudo acarreta, mas sim de um investimento que está a ser feito e que terá um impacto muito maior. Isto porque, sustenta, o retorno em termos de imagem e divulgação da cultura não tem preço.

Carina David

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