Jovem acidentada acusa Hospital Baptista de Sousa de negar-lhe atendimento

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A jovem Elisia Vitoria acusa o Hospital Baptista de Sousa de negar-lhe atendimento. Diz que, quando foi curar os ferimentos, aconselharam-na a recorrer ao Centro de Saúde mais próximo da sua residência. A jovem, que sofreu um acidente de viação na sexta-feira, que lhe provocou ferimentos num dos pés e na testa por ter batido com a cabeça no para-brisa do carro, optou por procurar atendimento no hospital porque fica mais próximo do seu serviço.

“Moro em Fernando Pau, mas, como começo a trabalhar às 8 horas da manhã, e sabendo que ontem era dia de atendimento nos Centros de Saúde só para pessoas que têm pontos para tirar, resolvi fazer o curativo no Hospital”, conta a jovem acidentada, que trabalha como agente de microcrédito na delegação da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), a escassos metros do HBS.

Segundo a moça, no banco de tratamento do hospital sequer lhe deram a hipótese de apresentar os seus documentos de identificação. Vai mais longe e afirma que lhe foi negado atendimento e avisada de que deveria era procurar o Centro de Saúde de Monte Sossego, que fica mais próximo da sua casa para fazer o curativo.

Incrédula, e queixando-se ainda de dores, esta jovem de 29 anos, mãe de uma criança, assegura que, inicialmente e por ser época de festa, procurou atendimento em clínicas particulares. Depois foi ao banco de urgência, mas não lhe foi pedido e nem passado um documento para efectuar curativos no centro de tratamento do Hospital Baptista de Sousa.

A diretora do HBS, Ana Margarida Brito, explica que o hospital é regido por um sistema que deve ser respeitado. “O hospital tem um serviço de curativos, denominado banco de tratamento, e que recebe doentes encaminhados dos centros de saúde, do banco de urgência, da pediatria e de internamentos. A par disso, temos cinco centros de saúde no Mindelo que respondem às demandas nas zonas, em primeiro lugar. Só depois que é feito o encaminhamento para o hospital, se a situação exigir”, explica.

Segundo a gestora do hospital, se não deram o encaminhamento a Elisia Vitória é porque ela deve fazer o tratamento no Centro de Saúde da sua zona de residência. Ana Brito afirma que estas unidades estão organizadas para atender diferentes níveis de tratamento de saúde primário, secundário e terciário. “Se não se respeitar as normas, fica difícil manter a organização”, argumenta.

Sidneia Newton (Estagiária)

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