“Kavala Fresk” diversifica “diplomacia gastronómica”: Pratos do mar confeccionados por 5 chefes de Macau, Índia e Marrocos

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Cinco chefs de Macau, Índia e Marrocos vão estar presentes na sexta edição do festival Kavala Fresk para confeccionar pratos diversos criados a partir de produtos do mar e  ingredientes cabo-verdianos. No total serão cinco grandes cozinheiros, que poderão interagir com o público e falar da gastronomia dos respectivos países no dia 12 de Julho, antevéspera do festival.

“No ano passado fizemos da estreia da diplomacia gastronómica um evento fechado, até porque não tínhamos experiência na organização de um evento dessa dimensão, mas este ano podemos dizer com orgulho que será aberto ao público”, garante Josina Freitas. O serviço será realizado no restaurante Ponte d’Aga, segundo Freitas, com a presença em simultâneo dos dois chefes macaenses, dois indianos e um marroquino. A ideia é possibilitar o contacto dos interessados com esses cozinheiros, conhecer um pouco das características da gastronomia dos seus países e potenciar a troca de ideias e experiências.

“É bom frisar que o festival não permite apenas o consumo da carne. Tudo o que vem do mar é bem-vindo e estimulamos os restaurantes a ser cada vez mais criativos na elaboração de pratos, até porque queremos lançar uma segunda edição do livro de gastronomia inspirado no festival da cavala”, adianta Freitas, que fez questão de realçar que “Kavala Fresk” já esteve presente em nove países, sendo hoje o maior evento gastronómico da costa oeste africana. Pedida pela imprensa para sustentar essa afirmação, Freitas revelou que isso advém de uma investigação feita por um jornalista e confirmada pela própria equipa da Mariventos, empresa criadora do festival. Como recorda, esse evento consegue fazer a ponte entre várias manifestações culturais e gastronómicos e movimentar milhares de pessoas em toda a avenida Marginal. Aliás, dados revelados pela organização indicam que a edição do ano passado movimentou 41 mil pessoas.

Outra novidade deste ano é o lançamento de um terceiro palco, denominado “Kavala na mei d’mar”, ideia que se enquadra no reforço da promoção internacional do festival, mas sem entrar em choque com a festa da Baía das Gatas, que é, para Freitas, o único evento verdadeiramente de música em Cabo Verde. A estreia irá caber à cantora norte-americana de jazz Kavita Chah, que será acompanhada pelo guitarrista Bau.

Presente na conferência de imprensa convocada exactamente a um mês do evento, o edil Augusto Neves tomou a palavra para voltar a frisar a importância que os eventos culturais estão a ter no desenvolvimento socioeconómico de S. Vicente. É que, segundo Neves, trata-se de uma ilha que tem hoje a menor taxa de pobreza no arquipélago, alcançou o maior PIB per capita do país, que tem um dos maiores volumes de negócios em Cabo Verde e o mais alto índice de desenvolvimento a nível nacional, além de ser dos municípios mais atractivos a investimentos a nível nacional. “São os dados recentes do INE que nos dizem isso. E tudo isso acontece graças a toda essa dinâmica cultural e empenho da nossa juventude que tem pegado em iniciativas do calibre do festival Kavala Fresk, um evento que alcançou uma enorme proporção”, saliena Neves, que realçou ainda o facto de a empresa Mariventos ter conseguido levar o nome de Cabo Verde e da cidade do Mindelo a várias latitudes apenas com o “Kavala Frest Feastival”.

Kim-Zé Brito

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